A oferta de mandioca no mercado brasileiro registrou uma diminuição ainda mais acentuada na última semana, o que resultou em uma elevação nos preços da matéria-prima na maioria das regiões monitoradas. De acordo com os levantamentos realizados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse cenário reflete uma combinação de fatores que afetam diretamente a produção e a disponibilidade do produto.
Produtores que realizaram as podas nas lavouras de primeiro ciclo agora enfrentam a escassez de raízes disponíveis para entrega, o que contribui para a redução da oferta. Enquanto isso, outros agricultores permanecem retraídos, optando por não avançar com as colheitas devido à rentabilidade limitada do setor, que não compensa os custos envolvidos na produção.
Além desses aspectos, o clima seco observado em diversas áreas tem impactado o progresso dos trabalhos no campo, dificultando operações como plantio e colheita. Essa condição climática agrava a situação, tornando o abastecimento ainda mais instável e pressionando os preços para cima.
Entre os dias 25 e 29 de agosto, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 454,37, equivalente a R$ 0,7902 por grama de amido. Esse montante representa uma alta de 0,6% em comparação à semana anterior, sinalizando uma tendência de recuperação pontual nos preços.
No entanto, ao analisar a média nominal de agosto como um todo, observa-se uma queda de 6,3% em relação ao mês anterior e de 11,9% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Esses dados indicam que, apesar do aumento semanal, o mercado de mandioca ainda lida com uma depreciação mais ampla, influenciada por dinâmicas de longo prazo no setor agrícola.
Esse panorama destaca os desafios enfrentados pelos produtores rurais, que precisam equilibrar custos operacionais com flutuações de mercado e condições ambientais adversas. O Cepea continua monitorando essas variações para fornecer insights que possam orientar decisões no agronegócio.