Os principais contratos futuros de milho, trigo e soja abriram em queda na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira, 3 de setembro, influenciados por uma combinação de fatores climáticos, sazonais e comerciais que impactam o mercado global de commodities agrícolas.
No caso do milho, os papéis com vencimento em dezembro registraram uma queda de 0,83%, cotados a US$ 4,1950 por bushel. Essa pressão negativa é atribuída principalmente à realização de lucros por investidores e ao avanço da colheita em regiões do sul dos Estados Unidos, conforme análise da consultoria Granar.
Apesar da tendência de baixa, o declínio é parcialmente contido pelo forte desempenho das exportações norte-americanas e pela deterioração das condições das lavouras. Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado na véspera reduziu de 71% para 69% a proporção de lavouras de milho classificadas como boas ou excelentes.
No mercado de trigo, os contratos para dezembro caíram 0,24%, negociados a US$ 5,2700 por bushel. A TF Agroeconômica aponta que as cotações estão pressionadas pelo fim da colheita de inverno e pelo progresso da colheita de primavera no Hemisfério Norte, o que aumenta a oferta global.
Países como Austrália e Rússia elevaram suas estimativas de produção e exportação, contribuindo para o enfraquecimento dos preços. Embora as inspeções semanais de exportação de trigo americano tenham caído 21%, os volumes acumulados para o ano comercial 2025/26 estão 14,5% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
Para a soja, os contratos de novembro operam com recuo de 0,34%, cotados a US$ 10,3750 por bushel. O movimento descendente é impulsionado pelas chuvas recentes no Centro e Leste do cinturão produtor dos Estados Unidos, além da ausência persistente de compras pela China.
Entretanto, a piora nas condições das lavouras americanas, destacada no relatório do USDA, pode oferecer algum suporte aos preços, gerando incertezas sobre o rendimento da safra que será colhida nas próximas semanas, segundo avaliação da Granar.
Essas flutuações no mercado de grãos destacam a volatilidade do setor agrícola, influenciado por dinâmicas globais que podem afetar economias dependentes de exportações, como a dos Estados Unidos.