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sábado , 7 março 2026
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Recuperação no mercado de milho desperta alertas para a agricultura brasileira

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O mercado internacional de milho apresentou sinais de recuperação em setembro, com os contratos na Bolsa de Chicago alcançando US$ 4,25 por bushel no dia 25, aproximando-se das máximas do mês. Esse movimento reflete uma tendência de alta após oscilações entre US$ 3,97 e US$ 4,29 por bushel, impulsionada pela demanda externa consistente. Nos Estados Unidos, a colheita avançava para 11% da área plantada até o dia 21, com 66% das lavouras em condições boas ou excelentes, o que contribuiu para sustentar os preços globais.

No Brasil, os preços do milho mantiveram-se estáveis, com uma leve tendência de alta. No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 61,53 por saca, de acordo com levantamento da CEEMA. O foco do mercado agora se volta para o plantio da safra de verão, que atingia 20,8% da área prevista até 20 de setembro, segundo a Conab. O Rio Grande do Sul lidera com 66% da área plantada, seguido pelo Paraná com 44% e Santa Catarina com 35%.

Problemas climáticos representam desafios significativos para a produção. A seca no Norte do Paraná e a presença de cigarrinha no Sul acendem alertas entre produtores e especialistas. O agrônomo Paulo Bittencourt, consultor em manejo de pragas, destaca que, apesar do ritmo bom no plantio, a cigarrinha já preocupa no Sul e pode trazer prejuízos significativos se não houver controle rápido.

A previsão para a safra de verão varia entre 25 e 26 milhões de toneladas. Mesmo com o avanço da colheita da safrinha, a comercialização segue lenta, com estimativas de que 56% da produção já tenha sido vendida, abaixo da média de 60%. De acordo com a Brandalizze Consulting, cerca de 59 milhões de toneladas ainda estão nas mãos dos produtores. No Mato Grosso, 68% da safrinha 2025 já foi negociada.

As exportações brasileiras de milho somaram 4,7 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias úteis de setembro, registrando uma alta de 3,1% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar da competitividade reduzida frente a concorrentes internacionais, a previsão para 2025 mantém-se em 40 milhões de toneladas exportadas, o que pode influenciar a balança comercial e as políticas agrícolas nacionais.

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