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Preços do arroz em queda livre: impacto no mercado brasileiro em 2025

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Os preços do arroz em casca negociados no Rio Grande do Sul têm apresentado uma trajetória de declínio contínuo ao longo de 2025, conforme dados divulgados pelo Cepea. Esse movimento reflete uma combinação de fatores internos e externos que pressionam o mercado, afetando produtores e consumidores em todo o país. A análise do Cepea destaca que, apesar da estabilidade na demanda interna, outros elementos contribuem para essa baixa persistente.

Em setembro, o Indicador CEPEA/IRGA-RS, que considera o produto com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista, registrou uma queda de 9,3%. Essa redução se soma a uma baixa acumulada de quase 40% na parcial do ano, indicando um dos períodos mais desafiadores para o setor arrozeiro nos últimos tempos. Pesquisadores do Cepea atribuem essa pressão à ampla oferta disponível no mercado, o que desequilibra a balança em favor dos compradores.

A demanda interna pelo arroz permanece estável, sem variações significativas que pudessem contrabalançar o excesso de produto. Isso significa que, mesmo com uma produção robusta, o consumo não acompanha o ritmo, resultando em estoques elevados e, consequentemente, em preços mais baixos. Essa estabilidade na demanda é influenciada por padrões de consumo consolidados, onde o arroz continua sendo um item essencial na dieta brasileira, mas sem picos de procura que elevem as cotações.

Outro fator crucial é o ritmo lento das exportações, que não conseguem absorver o excedente de produção. Com as vendas para o exterior em baixa, o mercado interno acaba sobrecarregado, intensificando a queda nos preços. Essa lentidão nas exportações está diretamente ligada às condições globais, onde o Brasil enfrenta concorrência de outros produtores e barreiras logísticas que limitam o escoamento.

As cotações internacionais do arroz também exercem influência significativa, atingindo os menores patamares em 43 meses, de acordo com dados da FAO. Essa retração global afeta as negociações brasileiras, tornando o produto menos competitivo no exterior e reforçando a pressão descendente nos preços internos. Como resultado, produtores no Rio Grande do Sul, principal polo arrozeiro do país, lidam com margens de lucro reduzidas.

Diante desse cenário, o mercado arrozeiro em 2025 pode demandar ajustes estratégicos, como políticas de incentivo à exportação ou mecanismos de regulação de oferta, para mitigar os impactos econômicos. Embora o declínio beneficie consumidores com preços mais acessíveis, ele representa desafios para a sustentabilidade do setor agrícola, especialmente em regiões dependentes dessa cultura.

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