De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de feijão-de-vagem na região administrativa de Lajeado, especificamente no município de Feliz, está se aproximando do encerramento da produção. Essa atualização reflete o ciclo sazonal da hortaliça, que tem sido monitorada de perto por órgãos agrícolas no Rio Grande do Sul. A notícia chega em um momento em que a agricultura local enfrenta variações climáticas e econômicas, impactando diretamente os produtores rurais da área.
No município de Feliz, os agricultores estão finalizando a colheita, com o foco agora na preparação para as próximas safras. A Emater/RS-Ascar destaca que essa fase de encerramento é comum para culturas como o feijão-de-vagem, que dependem de condições específicas de solo e clima na região. Essa hortaliça é valorizada por seu papel na alimentação saudável e na economia local, contribuindo para a diversificação de cultivos em propriedades familiares.
Os preços do quilo da hortaliça têm variado entre R$ 8,00 e R$ 10,00, conforme reportado no informativo. Essa faixa de valores reflete a demanda atual no mercado regional, influenciada pela oferta reduzida à medida que a produção se encerra. Produtores locais observam que esses preços podem ajudar a compensar os custos de cultivo, embora oscilações sejam comuns em produtos perecíveis como esse.
Segundo o Censo Olerícola de 2025, a cultura de feijão-de-vagem ocupa uma área de 60,95 hectares, distribuídos em 146 unidades produtivas na região. Essa extensão demonstra a relevância da hortaliça para a agricultura familiar, com uma produtividade média de 13.294 quilos por hectare. Esses dados são essenciais para o planejamento de políticas agrícolas, ajudando a mapear a eficiência e o potencial de expansão em municípios semelhantes.
Entre os principais municípios produtores destacados no censo estão Bom Princípio, Vale Real, São Sebastião do Caí, Feliz e Linha Nova. Esses locais formam um polo importante para o cultivo de feijão-de-vagem no Vale do Caí, contribuindo para a economia regional e para o abastecimento de mercados locais e estaduais. A concentração nessas áreas reforça a necessidade de suporte técnico contínuo, como o fornecido pela Emater/RS-Ascar, para manter a sustentabilidade da produção.
O encerramento da safra em Feliz pode influenciar o planejamento futuro, com produtores avaliando variedades mais resistentes ou técnicas de cultivo aprimoradas. Embora os fatos se concentrem na produção atual, eles destacam a importância de monitoramentos regulares para garantir a estabilidade no setor agrícola.