O fluxo de exportações de grãos e derivados do Brasil registrou um impulso significativo na semana de 19 a 25 de outubro de 2025, conforme dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Esse desempenho, impulsionado principalmente pela soja e pelo milho, reforça as perspectivas positivas para o setor agropecuário no ano, com volumes que superam os registrados no período anterior.
Na quarta semana de outubro, o milho se destacou como o principal produto exportado, totalizando 2.009.332 toneladas, o que representa um aumento expressivo em comparação às 1.437.346 toneladas da semana anterior. As exportações de soja também cresceram, alcançando 1.864.454 toneladas, contra 1.660.345 toneladas na semana 41. Já o farelo de soja movimentou 440.243 toneladas, contribuindo para o ritmo acelerado de escoamento.
As projeções da ANEC indicam que outubro de 2025 deve fechar com um volume total de 16.003.047 toneladas de produtos monitorados, incluindo soja, farelo, milho e trigo. Essa estimativa aponta para um crescimento de mais de 3,4 milhões de toneladas em relação às 12.563.220 toneladas exportadas em outubro de 2024, destacando a recuperação e o vigor do setor.
A soja lidera essa alta projetada, com expectativa de 7.342.360 toneladas em outubro de 2025, um incremento de mais de 2,9 milhões de toneladas ante as 4.435.129 toneladas do mesmo mês no ano anterior. Esse desempenho reflete não apenas condições favoráveis de produção, mas também a demanda internacional sustentada por esses commodities.
No acumulado de janeiro a setembro de 2025, as exportações de soja atingiram 95,07 milhões de toneladas, superando os 89,05 milhões de toneladas de 2024. O farelo de soja também cresceu, somando 17,40 milhões de toneladas contra 16,86 milhões no ano anterior, enquanto o milho alcançou 23,95 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 23,62 milhões de 2024.
Por outro lado, o trigo registrou uma retração no acumulado, com 1,48 milhão de toneladas em 2025, abaixo dos 2,18 milhões de toneladas de 2024. Essa variação pontual não compromete o panorama geral de expansão nas exportações de grãos.
Esses números sugerem um fechamento robusto para o mês de outubro e reforçam o papel do agronegócio como pilar da economia brasileira, com impactos potenciais em indicadores macroeconômicos e na balança comercial do país.