A capital baiana, Salvador, sediará nos dias 18 e 19 de novembro a 5ª edição do evento “Madeira Sustentável: O Futuro do Mercado”, considerado um dos principais do setor de base florestal no Brasil. Promovido pelo Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) e o Sebrae Mato Grosso, o encontro oferece inscrições gratuitas e visa fortalecer o debate sobre sustentabilidade no uso da madeira.
No primeiro dia, a programação inclui uma Rodada de Negócios, proporcionando um espaço para que empresários baianos negociem diretamente com fornecedores nacionais de madeira. Essa iniciativa busca ampliar as relações comerciais e oportunidades para o setor local, destacando a diversidade de espécies e produtos que atendem desde construções de alto padrão até habitações sociais. A expectativa é que o crescimento da renda nos próximos anos impulsione ainda mais a demanda por madeira no estado.
O segundo dia será dedicado a painéis e debates com especialistas, lideranças do setor, representantes da construção civil e da arquitetura. Os temas centrais envolvem sustentabilidade, inovação e o papel da madeira como material essencial para um futuro de baixo carbono. O evento pretende esclarecer conceitos equivocados que associam o consumo de madeira à destruição florestal, enfatizando seu caráter renovável e sua capacidade de preservar as florestas quando manejada corretamente.
Jaime Lorenzo, presidente do Sindicato da Indústria Madeireira do Estado da Bahia, ressalta que a Bahia é um mercado dinâmico que consome madeira em diversos segmentos da construção. Ele explica que toda a madeira nativa utilizada no estado provém de origens sustentáveis, principalmente da região Norte e do Centro-Oeste, onde os polos de produção se modernizam para oferecer não apenas madeira serrada, mas também itens industrializados. Lorenzo vê o evento como uma oportunidade para fomentar negociações e reforçar qualidades como conforto, requinte, segurança e durabilidade da madeira em projetos arquitetônicos.
Frank Almeida, presidente do FNBF, reforça o objetivo de construir uma narrativa baseada em fatos e boas práticas, posicionando a cadeia da madeira como parte da solução para a conservação ambiental. Ele argumenta que o manejo sustentável valoriza economicamente a floresta, mantendo-a viva, e combate preconceitos ao unir conservação e geração de renda.
Ednei Blasius, presidente do Cipem, destaca a legislação ambiental rigorosa do Brasil, que permite o uso controlado de apenas 20% das áreas nas propriedades da Amazônia, preservando os 80% restantes. Para ele, o evento em Salvador amplia o diálogo entre produtores e mercados consumidores, fortalecendo a confiança no uso da madeira sustentável e aproximando profissionais da construção civil.