Em um sinal de reaproximação entre China e Estados Unidos, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, anunciou que o país asiático concordou em adquirir 12 milhões de toneladas de soja norte-americana durante a atual temporada. Esse compromisso surge após a recente reunião entre os presidentes das duas nações, que indicou uma retomada no diálogo comercial, buscando aliviar tensões acumuladas nos últimos anos.
De acordo com informações da consultoria Safras & Mercado, as compras chinesas devem ser realizadas até janeiro, marcando um passo concreto no fortalecimento das relações bilaterais. Esse movimento é visto como parte de esforços mais amplos para estabilizar o comércio global, especialmente em um contexto de incertezas econômicas internacionais.
Além do acordo imediato, a China se comprometeu a comprar 25 milhões de toneladas de soja por ano nos próximos três anos, integrando um pacto comercial mais abrangente com Washington. Bessent destacou que essa medida reflete uma vontade mútua de cooperação, potencialmente abrindo portas para negociações em outras áreas sensíveis da agenda bilateral.
O secretário também mencionou que outros países do sudeste asiático concordaram em adquirir mais 19 milhões de toneladas de soja americana, embora não tenha especificado o período para essas transações. Essa expansão de compradores reforça a posição dos Estados Unidos no mercado global de commodities agrícolas, diversificando parcerias além do eixo sino-americano.
A reação no mercado foi imediata e positiva, com a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registrando altas para o grão e o farelo de soja após um período de quedas motivadas por incertezas sobre o acordo. No entanto, o óleo de soja apresentou recuo, refletindo dinâmicas específicas do setor.
A consultoria Safras & Mercado avalia que o anúncio reverteu o humor negativo prevalecente no mercado, sustentando os preços internacionais no curto prazo. Esse otimismo pode influenciar negociações futuras, contribuindo para uma maior estabilidade nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.