O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) revela um avanço significativo na semeadura escalonada do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul. Produtores da Região da Campanha estão planejando a semeadura em duas épocas distintas para minimizar riscos climáticos, especialmente devido à previsão de ocorrência do fenômeno La Niña. As datas previstas incluem o período de outubro a novembro e, subsequentemente, de dezembro a janeiro, visando uma maior resiliência das lavouras diante de possíveis variações climáticas.
No Alto Uruguai, a semeadura está mais adiantada em comparação a outras regiões do estado, com ênfase nas áreas que receberam adubação orgânica para reduzir os custos de implantação. Essa abordagem reflete uma adaptação prática aos desafios econômicos e ambientais enfrentados pelos agricultores. A Emater/RS-Ascar estima que, na safra 2025/2026, a cultura do milho para silagem atinja 366.067 hectares, com uma produtividade projetada em 38.338 quilos por hectare, o que pode influenciar a cadeia produtiva de alimentação animal no estado.
Na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, as lavouras apresentam bom desenvolvimento após chuvas regulares registradas em setembro e outubro. De acordo com o informativo, as áreas permanecem em estágio vegetativo, enquanto prosseguem os tratos culturais previstos, incluindo adubação nitrogenada em cobertura e aplicações de herbicida e inseticida. Essa manutenção é essencial para garantir a qualidade da silagem, que serve como base para a nutrição de rebanhos bovinos.
Em Santana do Livramento, foram semeados 1.500 hectares dedicados principalmente à alimentação de bovinos de leite, destacando o foco na pecuária leiteira local. Já em São Gabriel, a área plantada chega a 1.000 hectares, impulsionada pelos investimentos de produtores em resposta à alta demanda na nutrição de bovinos de corte nos últimos anos, marcada por extremos climáticos que afetaram a disponibilidade de forragem.
Na região de Erechim, 90% das lavouras de milho para silagem permanecem em estágio vegetativo, enquanto 10% iniciam o pendoamento, com expectativa de produtividade local de 43.795 quilos por hectare. Essa projeção otimista pode contribuir para a estabilidade do setor agropecuário na área.
Por fim, na região de Santa Maria, a semeadura já atingiu 50% da área prevista, estimada em 11.485 hectares, sinalizando um progresso moderado que reflete as condições climáticas favoráveis até o momento. Essas iniciativas coletivas demonstram como os produtores gaúchos estão se adaptando a cenários incertos, potencialmente impactando a economia rural do estado.