Um levantamento recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indica que as cotações da mandioca mantiveram uma trajetória mista na última semana. Em algumas regiões monitoradas, os preços continuaram em alta, impulsionados por fatores locais, enquanto em outras áreas houve um enfraquecimento notável. Essa variação foi atribuída principalmente à redução na demanda por derivados da mandioca, o que influenciou o comportamento do mercado como um todo.
Nesse contexto, a média geral calculada pelo Cepea permaneceu praticamente estável durante o período analisado. A estabilidade reflete um equilíbrio entre as altas e as baixas regionais, demonstrando a resiliência do setor mesmo diante de desafios como a diminuição no consumo de produtos processados. O Cepea, vinculado à Universidade de São Paulo, é uma referência importante para o monitoramento de commodities agrícolas no Brasil, fornecendo dados que auxiliam produtores e indústrias na tomada de decisões.
Entre os dias 3 e 7 de novembro, o valor nominal a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia foi registrado em R$ 572,04. Esse montante equivale a R$ 0,9948 por grama de amido, representando um leve recuo de 0,2% em comparação ao intervalo anterior. Essa pequena queda destaca como flutuações sutis podem impactar o planejamento de agricultores e processadores, especialmente em um cenário de demanda volátil.
Os resultados do levantamento apontam para a necessidade de observar tendências regionais com maior atenção. Nas áreas onde os preços subiram, fatores como condições climáticas favoráveis ou maior interesse por exportações podem ter contribuído para o fortalecimento. Por outro lado, o enfraquecimento em certas regiões está diretamente ligado à menor procura por derivados, como farinha e amido, que são essenciais para indústrias alimentícias e de bioenergia.
Apesar da estabilidade média, analistas do Cepea sugerem que o mercado da mandioca pode enfrentar mais variações nos próximos meses, dependendo de fatores econômicos mais amplos, como inflação e políticas agrícolas. Esses dados, divulgados em 10 de novembro de 2025, servem como um termômetro para o setor agropecuário, que continua a ser um pilar da economia brasileira, influenciando desde a produção rural até o abastecimento nacional.