Parceria prevê aporte de cerca de R$ 1 bilhão em sociedades de propósito específico, com foco em irrigação e expansão das fazendas Paladino e Piratini, fortalecendo o modelo de negócios sustentável da companhia.
Expansão estratégica com foco em irrigação e eficiência
A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos e fibras do Brasil, anunciou um acordo de associação com fundos de investimento do BTG Pactual, que prevê aportes de aproximadamente R$ 1 bilhão. O objetivo é viabilizar novos investimentos em irrigação e infraestrutura agrícola, sem recorrer a endividamento adicional.
De acordo com o CEO da companhia, Aurélio Pavinato, a parceria com o BTG permitirá acelerar projetos estratégicos e manter a alavancagem financeira em um nível saudável. “Dívida até um certo ponto é boa, mas o excesso pode estrangular o caixa. Essa operação traz equilíbrio e fortalece nossa capacidade de investir de forma sustentável”, afirmou o executivo.
Estrutura do acordo e áreas envolvidas
O acordo resultará na criação de sociedades de propósito específico (SPEs), com 50,01% de participação da SLC e 49,99% dos fundos do BTG. As SPEs serão responsáveis por adquirir 21.471 hectares agricultáveis da Fazenda Paladino, além da infraestrutura e dos sistemas de irrigação já existentes nas Fazendas Paladino e Piratini, localizadas na Bahia.
O valor total da transação é estimado em R$ 723 milhões, a serem pagos em duas parcelas. Adicionalmente, haverá a aquisição de estruturas complementares avaliadas em R$ 113 milhões.
As novas sociedades também firmarão contratos de parceria rural com a SLC Agrícola, que continuará operando as áreas agrícolas com compartilhamento de resultados. A remuneração prevista para as SPEs corresponderá a aproximadamente 19% da produção obtida nas áreas irrigadas.
Fôlego financeiro e sustentabilidade
A SLC encerrou o terceiro trimestre de 2025 com dívida líquida ajustada de R$ 6,2 bilhões — um aumento de R$ 2,5 bilhões em relação a 2024. Com a parceria, a empresa reduz a necessidade de novas captações em um contexto de juros elevados e reforça sua política de disciplina financeira.
Pavinato ressaltou que a transação reflete o valor estratégico das terras da companhia e a confiança dos investidores na solidez do agronegócio brasileiro. “Nossas propriedades são ativos de alta qualidade, e os projetos de irrigação elevam a produtividade e a resiliência diante das variações climáticas”, completou.
Resultados e perspectivas
Apesar do prejuízo líquido de R$ 14,5 milhões no terceiro trimestre, a SLC acumula lucro de R$ 636 milhões em 2025, alta de 19,3% na comparação anual. O desempenho reforça a eficiência operacional da companhia, que continua ampliando investimentos em tecnologia, sustentabilidade e expansão irrigada.
O plano de crescimento prevê aumento de 232% na área irrigada nos próximos anos, fortalecendo a capacidade produtiva de grãos e fibras, especialmente soja, milho e algodão.
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