A colheita da canola no Rio Grande do Sul alcançou cerca de 90% das áreas cultivadas, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (13). As lavouras restantes estão em fase de maturação fisiológica, principalmente na Fronteira Oeste e na Campanha, com previsão de conclusão nos próximos dias. O documento destaca variações significativas na produtividade entre as regiões, influenciadas por fatores como variedades adotadas, manejo e época de implantação.
No Noroeste do estado, os rendimentos são maiores nas áreas cultivadas tardiamente, o que tem contribuído para a satisfação dos produtores. A Emater/RS-Ascar ressalta que a rentabilidade é positiva, resultado da combinação entre boa produtividade, custos reduzidos e preços remuneradores durante a colheita. Essa conjuntura estimula uma tendência de ampliação da área de cultivo na próxima safra, impulsionada pela viabilidade econômica e estabilidade técnica da canola.
A área plantada no estado é estimada em 176.076 hectares, representando um aumento de 19,07% em relação aos 147.879 hectares de 2024. A produtividade esperada é de 1.645 kg/ha, uma redução de 5,29% comparada à projeção inicial de 1.737 kg/ha, mas ainda superior aos 1.417 kg/ha registrados em 2024. Como resultado, a expectativa de produção total é de 289.645 toneladas, um incremento de 38,70% ante o ano anterior.
Em regiões específicas, como Bagé, 78% das lavouras foram colhidas, com produtividade de 1.510 kg/ha, abaixo dos 1.760 kg/ha previstos. Já em Erechim, a área cultivada soma 1.171 hectares, com rendimentos variando entre 1.800 e 2.400 kg/ha, e há previsão de aumento de área para 2026. Em Frederico Westphalen, 90% das áreas já foram colhidas, com média esperada de 1.500 kg/ha.
Na região de Ijuí, a colheita está na fase final, restando menos de 3.500 hectares, e a produtividade varia de 1.500 a 2.700 kg/ha. Em Passo Fundo, o processo foi concluído com média de 2.100 kg/ha. Em Santa Maria, quase 90% dos 42.627 hectares foram colhidos, mas a produtividade ficou abaixo da expectativa inicial de 1.860 kg/ha, variando entre 1.320 e 1.500 kg/ha em Tupanciretã.
Por fim, na região de Santa Rosa, 97% dos 49.156 hectares foram colhidos, com produtividade de 1.668 kg/ha, ligeiramente abaixo dos 1.738 kg/ha esperados. Em Soledade, a colheita também terminou, registrando média de 1.650 kg/ha e picos de até 1.980 kg/ha em áreas com manejo aprimorado. Esses dados reforçam o potencial da canola como cultura estratégica no estado.