Durante a COP30, conferência global dedicada às mudanças climáticas, Carlos Eduardo Hammerschmid, vice-presidente de Relações Associativas e Institucionais da Ubrabio e do Grupo Potencial, apresentou declarações sobre o papel estratégico do Brasil na transição energética sustentável. No estande da Ubrabio, ele enfatizou a importância da cadeia da soja e da produção de biocombustíveis para o avanço ambiental e econômico do país.
Hammerschmid destacou que o biodiesel, cujo principal insumo no Brasil é o óleo de soja, cumpre uma dupla função ao fortalecer a cadeia produtiva do agronegócio e gerar benefícios ambientais e econômicos para os produtores rurais. Essa abordagem integra o setor agrícola a uma economia de baixo carbono, promovendo práticas sustentáveis que beneficiam tanto a produção quanto o meio ambiente.
O executivo explicou que o uso de biofertilizantes, agricultura de precisão e tecnologias avançadas de manejo contribui para elevar a produtividade por hectare nas lavouras de soja. Essas inovações também ajudam a reduzir a pegada de carbono das plantações, alinhando o agronegócio brasileiro a metas globais de mitigação climática.
Além disso, Hammerschmid ressaltou que aproximadamente 470 litros de biodiesel são capazes de neutralizar cerca de uma tonelada de CO₂, demonstrando o impacto direto do biocombustível na redução de emissões. Esse cálculo evidencia como o produto pode ser uma ferramenta eficaz na luta contra o aquecimento global, especialmente em um contexto de conferências como a COP30.
O vice-presidente reiterou que o processo de produção de biodiesel configura um modelo de economia circular, no qual resíduos e subprodutos são reaproveitados dentro do próprio sistema produtivo. Essa integração entre agricultura e energia de baixo carbono posiciona o Brasil como um ator relevante no cenário internacional de sustentabilidade.
Por fim, Hammerschmid observou que o agronegócio brasileiro, responsável por cerca de um terço do PIB nacional, está cada vez mais alinhado às agendas de tecnologia, inovação e sustentabilidade. Ele enfatizou que o setor não opera de forma isolada, mas como parte essencial do desenvolvimento econômico e da conservação ambiental, contribuindo para o debate global sobre mudanças climáticas.