Após um ano marcado por tensões geopolíticas, incluindo o impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, as principais empresas do agronegócio nacional demonstram otimismo ao projetar um aumento nos investimentos para 2026.
Essa perspectiva foi revelada em uma enquete realizada durante a cerimônia de entrega dos prêmios da 21ª edição do “Melhores do Agronegócio”, que ocorreu na segunda-feira, 24 de novembro, em São Paulo.
De acordo com os resultados, 41,3% dos executivos consultados afirmaram que suas empresas pretendem investir mais em 2026 do que o montante previsto para 2025, sinalizando uma confiança na recuperação do setor apesar dos desafios externos.
Outros 31,3% indicaram que manterão os mesmos níveis de desembolso observados neste ano, enquanto 27,4% planejam reduzir os aportes, refletindo uma divisão de opiniões entre os líderes do agronegócio.
Parte dessa expectativa de ampliação dos investimentos está ligada à previsão de queda nos juros, com 43,6% dos participantes apostando que a taxa Selic, atualmente em 15%, encerrará 2026 na faixa entre 13% e 14%.
Além disso, 16,8% dos executivos projetaram um corte ainda mais significativo, estimando que a Selic possa chegar a 12% ao final de 2026, o que poderia facilitar o acesso a financiamentos e impulsionar projetos no setor.
Essas projeções ocorrem em um contexto de instabilidade geopolítica, onde o tarifaço americano tem afetado as exportações brasileiras, mas não parece dissuadir a maioria das empresas de expandir suas operações.