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sábado , 13 junho 2026
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China rejeita soja brasileira contaminada e acelera compras nos EUA

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A China cancelou a importação de uma carga de 69 mil toneladas de soja proveniente do Brasil, alegando contaminação, e suspendeu as compras de cinco unidades processadoras no país. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Globo Rural, que relatou que o governo brasileiro já foi notificado sobre o ocorrido.

De acordo com os detalhes, a carga transportada pelo navio Shine Ruby continha uma contaminação de 10 toneladas de trigo tratado com agrotóxicos. O Brasil não possui autorização para exportar trigo à China, e os agrotóxicos utilizados no tratamento são proibidos no país asiático, o que motivou a rejeição da remessa e as suspensões subsequentes.

As unidades afetadas pela suspensão incluem duas da Cargill localizadas em São Paulo, uma da Louis Dreyfus Company (LDC) também em São Paulo, uma da CHS no mesmo estado e uma da 3tentos no Rio Grande do Sul. Essa medida impacta diretamente o setor agroexportador brasileiro, que tem na China um de seus principais mercados para a soja.

Procuradas pela imprensa, as empresas reagiram de formas variadas. A 3tentos informou que não comentará o assunto. A Cargill e a LDC não retornaram os contatos até o momento da publicação, e não foi possível obter uma resposta da CHS. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais das companhias envolvidas.

O episódio ocorre em um contexto de reconfigurações no comércio internacional de soja, com a China se comprometendo a aumentar as compras dos Estados Unidos. Na terça-feira, 25 de novembro, a Reuters reportou que operadores de mercado confirmaram a aquisição chinesa de entre 10 e 15 cargas de soja americana, cada uma com pelo menos 60 mil toneladas, logo após uma ligação entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping.

Essa movimentação reflete tensões comerciais globais, especialmente no âmbito da guerra comercial entre China e EUA, onde acordos bilaterais podem influenciar fluxos de commodities como a soja. Para o Brasil, que é o maior exportador mundial do produto, interrupções como essa podem afetar as relações diplomáticas e econômicas com Pequim.

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