Os contratos futuros de açúcar registram nova queda nesta terça-feira (2/12), influenciados pela confirmação de maior produção no Brasil. Os lotes de demerara para março caem 0,52%, sendo cotados a 14,37 centavos de dólar por libra-peso, após uma redução de quase 3% no dia anterior.
De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a produção de açúcar nos primeiros 15 dias de novembro alcançou 982,95 mil toneladas, representando um aumento de 8,69% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior. No acumulado da safra até 16 de novembro, a fabricação totalizou 39,18 milhões de toneladas, com alta de 2,09%.
Não apenas os dados brasileiros contribuem para o cenário de baixa. Na Índia, a produção entre outubro e novembro cresceu 50% em relação ao ano anterior, totalizando 4,1 milhões de toneladas, conforme relatório da Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar. Além disso, 424 usinas estavam em operação até 30 de novembro, contra 382 no período anterior.
Esse panorama de oferta abundante nos principais exportadores mundiais levou a International Sugar Organization (ISO) a projetar um superávit global de 1,625 milhão de toneladas para o ciclo 2025/26, reforçando a pressão descendente sobre os contratos negociados em Nova York.
No mercado de café, as cotações também apresentam declínio, com os contratos para março de 2026 recuando 0,63%, a US$ 3,7675 por libra-peso. A análise da Pine Agronegócios aponta chuvas irregulares em áreas produtoras do Brasil, maior produtor de arábica, mas temperaturas dentro da média reduzem o estresse nas plantas ao diminuir a evapotranspiração.
No Vietnã, apesar de tufões recentes, as condições climáticas não impactaram o volume de produção para 2025/26, segundo a consultoria, contribuindo para o tom negativo nas negociações em Nova York.
Já nos mercados de algodão e cacau, o movimento é neutro nesta manhã. Os contratos de algodão para março sobem 0,02%, cotados a 64,65 centavos de dólar por libra-peso, enquanto os de cacau para o mesmo mês avançam 0,01%, a US$ 5.557 por tonelada.