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quinta-feira , 24 setembro 2026
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PIB brasileiro avança 0,1% no terceiro trimestre, mas SPE vê viés positivo para o ano

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A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-feira uma nota informativa analisando o crescimento de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2025, em comparação com o período anterior. Esse resultado ficou abaixo da estimativa inicial da SPE, que projetava uma alta de 0,3%. Apesar do desempenho modesto, a análise aponta um viés de revisão para cima na projeção anual do PIB para 2025, com o carregamento estatístico elevando-se de 2,0% para 2,2%.

As revisões nas séries trimestrais realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2024 influenciaram as expectativas setoriais, conforme destacado na nota. O PIB da agropecuária deve registrar um crescimento significativamente superior aos 9,5% anteriormente esperados, enquanto a indústria, com projeção inicial de 1,3%, também tende a ser revisada para cima. Por outro lado, o setor de serviços, que tinha uma expectativa de expansão de 1,9%, deve sofrer uma revisão para baixo.

Pela ótica da demanda, o setor externo é apontado como compensador para uma contribuição menor da absorção interna, impactada principalmente pela revisão descendente no consumo das famílias no primeiro semestre. A SPE mantém a expectativa de um crescimento positivo na margem para o quarto trimestre, impulsionado por uma leve melhora nos serviços. No entanto, a nota enfatiza que a tendência de desaceleração da atividade econômica se intensificou.

A análise também posiciona o Brasil no contexto internacional, entre os países do G-20 que já divulgaram resultados do terceiro trimestre. Na comparação marginal, o país ocupa a 11ª posição; na interanual, a 8ª; e no acumulado de quatro trimestres, a 6ª. O PIB do terceiro trimestre cresceu 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, representando uma desaceleração frente aos 2,4% observados no segundo trimestre.

Apesar das perspectivas positivas para 2025, a SPE ressalta que o desaquecimento econômico deve se acentuar a partir do segundo semestre, com o fechamento do hiato do produto e uma redução no carry-over para 2026. Essa visão reforça a necessidade de monitoramento contínuo das políticas econômicas para mitigar impactos de longo prazo.

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