O maior portal de notícias do agro brasileiro.
sábado , 7 março 2026
Início Agricultura Exportações de feijão impulsionam agenda econômica brasileira no exterior
Agricultura

Exportações de feijão impulsionam agenda econômica brasileira no exterior

54

As exportações brasileiras de feijão atingiram um marco significativo em 2025, com 501 mil toneladas embarcadas até novembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe). Esse volume reflete mais de uma década de investimentos no setor, consolidando o produto no mercado internacional e influenciando políticas econômicas voltadas para o agronegócio.

Embora o feijão-carioca permaneça restrito ao mercado de saudade, as exportações são impulsionadas por variedades como feijão-preto, mungo verde e preto, vermelhos, rajados, caupis e outros tipos especiais. Essa diversificação altera a dinâmica de preços, antes dependente do atacado interno, e introduz referências externas que afetam toda a cadeia produtiva, com implicações para a estabilidade econômica nacional.

O Instituto Agronômico de Campinas desempenha um papel central, respondendo por mais de 60% das cultivares exportadas. Iniciado em 2005 pelos pesquisadores Sérgio Carbonell e Alysson Chioratto, o trabalho superou desafios como a pirataria de sementes, tornando o feijão brasileiro mais competitivo. Contribuições da Embrapa, focada em caupis, e do IDR-Paraná, com materiais de feijão-preto, atendem demandas de qualidade e consumo, alinhando-se a estratégias governamentais de inovação agrícola.

Esse novo patamar cria um piso mais estável para as vendas externas, sustentando a demanda quando os preços internos caem e favorecendo o planejamento de áreas plantadas, tecnologia e comercialização. A maior presença de compradores internacionais eleva a competição por qualidade, impulsionando melhorias em secagem, armazenagem e rastreabilidade, o que pode influenciar políticas públicas de regulação e incentivos ao setor.

A estratégia de expansão continua com o projeto da ApexBrasil, agora incluindo o gergelim, e direcionado a mercados como Arábia Saudita, Argélia, China, Colômbia, Egito, Israel, Indonésia, Jordânia, México e Singapura. O recente acordo fitossanitário com a Rússia reforça a diversificação de importadores, reduzindo dependências e fortalecendo a posição geopolítica do Brasil no comércio global de commodities agrícolas.

Relacionadas

Alfa Participações vende operações da Agropalma no Pará ao Grupo Daabon

Alfa Participações anuncia venda das operações da Agropalma no Pará ao Grupo...

Câmara aprova indenização a produtores rurais por falhas no fornecimento de energia

Câmara aprova proposta que garante indenização a produtores rurais por falhas no...

Superintendente do MAPA visita Mercado Digital de Agricultores em Itupeva e avalia expansão

Superintendente do MAPA visita Mercado do Agricultor Digital em Itupeva, SP, e...

Exportações do agronegócio de São Paulo para China crescem 167% e atingem US$ 3,7 bi em 2023

Exportações do agronegócio paulista para a China saltaram 167% em 2023, atingindo...