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sábado , 25 abril 2026
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Programa de adjuvantes agrícolas ganha força no Brasil apesar de lacunas regulatórias

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O programa adjuvantes da Pulverização encerrou o ano de 2025 consolidado como uma iniciativa técnica essencial para a avaliação de insumos agrícolas no Brasil. Voltado para a análise da funcionalidade desses produtos, o programa certificou mais de 100 adjuvantes oriundos de cerca de 60 empresas atuantes no país. Essas empresas submeteram seus produtos a rigorosas análises em um laboratório especializado localizado em Jundiaí, no interior de São Paulo, destacando a importância de padrões técnicos em um setor estratégico para a agricultura nacional.

Entre os principais avanços registrados em 2025, está o compartilhamento de tabelas próprias de interpretação dos resultados laboratoriais com as empresas participantes. Essas tabelas foram desenvolvidas a partir de um banco de dados exclusivo do projeto, permitindo uma avaliação mais precisa e personalizada. Além disso, o programa adotou parâmetros específicos para adjuvantes, associados a propriedades como tensão superficial, espalhamento e deriva, o que contribuiu para a evolução do sistema de classificação dos produtos avaliados.

Desenvolvido há mais de vinte anos pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico, o programa opera com recursos privados e atua em um segmento que não exige registro oficial obrigatório no Brasil. Essa ausência de obrigatoriedade regulatória cria um cenário de incertezas para o mercado, onde a qualidade dos adjuvantes pode variar significativamente. Nesse contexto, o selo de funcionalidade emitido pelo programa se estabelece como uma referência técnica confiável, ajudando a mitigar riscos para os agricultores.

A iniciativa integra um processo mais amplo voltado à construção de bases para um futuro sistema unificado de certificação de adjuvantes agrícolas. A brecha regulatória atual implica riscos diretos aos produtores rurais em relação à qualidade dos insumos adquiridos, o que reforça a relevância do selo para os fabricantes. Esse mecanismo atua como uma chancela de confiabilidade, promovendo padrões elevados em um mercado desregulado.

Hamilton Ramos, idealizador e coordenador do programa, além de diretor do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico, enfatiza a importância dessa abordagem. “Essa brecha regulatória implica riscos ao agricultor em relação à qualidade dos adjuvantes que adquire, daí a relevância, para os fabricantes dos insumos, quanto a contar com um selo de funcionalidade do IAC, na prática uma chancela de confiabilidade”, afirma Ramos. Ele destaca que o selo é parte importante de um processo que visa estabelecer normas para ancorar um sistema oficial de certificação unificado para tais produtos.

O programa reflete os desafios regulatórios enfrentados pelo setor agrícola brasileiro, onde iniciativas privadas preenchem lacunas deixadas pela ausência de políticas públicas obrigatórias. Com o avanço técnico observado em 2025, o projeto não apenas eleva a qualidade dos insumos disponíveis, mas também pavimenta o caminho para debates sobre a necessidade de regulamentações federais mais robustas, garantindo maior segurança e eficiência na agricultura.

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