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Cigarrinha-do-milho ameaça lavouras de milho em 2026 e impulsiona soluções biológicas

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Lavoura de milho no Brasil afetada por cigarrinha, impulsionando soluções biológicas para 2026.

No ano de 2026, agricultores de milho enfrentam um desafio crescente com a cigarrinha-do-milho, uma praga que ameaça a sanidade das lavouras. Tecnologias biológicas, como o bioinseticida Biokato® da Biotrop, surgem como soluções eficazes para controlar essa infestação, reduzindo a resistência e promovendo práticas sustentáveis. Especialistas destacam o Manejo Integrado de Pragas (MIP) como estratégia chave para mitigar os danos causados por esse inseto.

A ameaça da cigarrinha-do-milho

A cigarrinha-do-milho tem se proliferado devido a condições climáticas favoráveis, como altas temperaturas e precipitações intensas, agravadas pelo fenômeno La Niña. Seu ciclo de vida, que foi encurtado de 22 para 15 dias, acelera a disseminação. Além disso, o uso repetido de defensivos químicos tem selecionado populações resistentes, complicando o controle tradicional.

Essa praga causa o enfezamento das plantas ao succionar a seiva e liberar toxinas, afetando lavouras em qualquer estágio vegetativo. Um único inseto portador pode infectar múltiplas plantas, ampliando o impacto em toda a área cultivada.

Seu modo de ação é bem claro: ao succionar a seiva da planta, ela libera toxinas que causam o enfezamento. A pior notícia é que essa doença pode ser causada pela cigarrinha em qualquer estágio vegetativo do milho. Sua ação se estende para toda a lavoura, já que um único inseto portador do vírus é capaz de causar o enfezamento em mais de uma planta.

Lauany, especialista da Biotrop

Soluções biológicas inovadoras

A Biotrop, parte do Grupo BioFirst, oferece o bioinseticida Biokato® como alternativa sustentável. Formulado com Pseudomonas fluorescens e Pseudomonas chlororaphis, o produto atua por contato, causando contaminação tarsal que leva à paralisia e morte do inseto. Pela ingestão, provoca anemia e inanição, elevando a eficácia no controle.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) integra esses bioinsumos a outras práticas, promovendo a sanidade das lavouras sem depender exclusivamente de químicos. Essa abordagem reduz a resistência e preserva o equilíbrio ecológico nas plantações de milho.

Este é um dos principais diferenciais dos biológicos: eles entregam mais de um modo de ação e, por esta razão, apresentam melhor controle do alvo.

Coordenadora da BIOTROP

Perspectivas para 2026

Com o avanço das infestações em 2026, agricultores são incentivados a adotar tecnologias biológicas para mitigar perdas. A Biotrop enfatiza a importância de monitorar as condições climáticas e implementar o MIP precocemente. Essa estratégia não só controla a cigarrinha-do-milho, mas também contribui para a sustentabilidade agrícola a longo prazo.

Especialistas como Lauany alertam para a necessidade de diversificar métodos de controle, evitando a dependência de soluções químicas que perdem eficácia. Assim, o uso de bioinseticidas como o Biokato® representa um passo forward na proteção das lavouras de milho contra pragas resistentes.

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