Reação nas cotações do feijão carioca e preto reflete menor disponibilidade e pode influenciar decisões para a segunda safra, aponta o Cepea
Os preços do feijão seguem em recuperação no mercado brasileiro e já alcançam os maiores patamares dos últimos nove meses. O movimento é observado tanto para o feijão carioca quanto para o feijão preto, conforme levantamento do Cepea, que monitora o setor em diferentes regiões do País.
Feijão carioca registra valorização consistente
De acordo com o Cepea, em janeiro, o feijão carioca de melhor qualidade, com notas 9,0 ou superiores, voltou a ser negociado nos maiores níveis dos últimos três meses. Já os lotes com notas 8,0 e 8,5 atingiram os preços mais elevados desde abril de 2025, indicando uma recuperação mais ampla das cotações.
Feijão preto também atinge máximas desde 2025
O mesmo comportamento foi observado no mercado do feijão preto. As médias atuais estão nos maiores patamares desde abril de 2025, reforçando o cenário de valorização associado à menor oferta disponível no mercado interno.
Oferta reduzida sustenta altas
Segundo os pesquisadores do Cepea, a principal explicação para a reação dos preços é a redução da disponibilidade. A oferta da primeira safra diminuiu, enquanto há expectativa de menor área cultivada na segunda safra, que ainda se encontra em fase de desenvolvimento no campo.
Impactos no plantio e no consumo
A recuperação das cotações tende a aumentar a atratividade do cultivo da segunda safra de feijão. Ao mesmo tempo, o movimento pode resultar em elevações no atacado e no varejo, o que costuma estimular a entrada de compradores em busca dos lotes disponíveis, ampliando a disputa e abrindo espaço para novos aumentos de preços no curto prazo.