A Embrapa Clima Temperado realizou uma coletiva de imprensa em 26 de janeiro de 2026 para apresentar a programação da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, que ocorrerá de 24 a 26 de fevereiro no município de Capão do Leão, no Rio Grande do Sul. O evento, esperado para atrair cerca de 21 mil visitantes, destaca inovações tecnológicas e debates sobre o cenário econômico da orizicultura. Representantes de instituições como Senar, Farsul, Irga, Federarroz e a prefeitura local participaram, enfatizando desafios e oportunidades para produtores de arroz no estado.
Expansão e atrações do evento
A edição de 2026 promete ser maior que as anteriores, com um aumento considerável na área do evento e a presença de 230 expositores. A Feira da Agricultura Familiar, por exemplo, contará com 20 expositores, o que representa três vezes mais do que em 2024. Vitrines tecnológicas permitirão que produtores avaliem inovações em máquinas, insumos e sistemas produtivos diretamente no local.
Já estamos na oitava edição consecutiva aqui na estação da Embrapa Clima Temperado. Teremos um aumento considerável da área do evento, com 230 expositores. A Feira da Agricultura Familiar contará com 20 expositores, três vezes mais do que em 2024.
— Leonardo Ferreira Dutra, Embrapa Clima Temperado.
Desafios econômicos e perspectivas
Durante a coletiva, debatedores abordaram o cenário econômico desafiador para a orizicultura, incluindo a necessidade de diversificação de mercados e aumento da eficiência produtiva. Representantes alertaram que, sem novas alternativas, a área plantada de arroz pode reduzir. Campanhas de consumo interno foram mencionadas, mas a ênfase recaiu na busca por exportações para sustentar o setor.
O aumento da eficiência produtiva sem a diversificação de mercados pode levar à redução de área plantada. Estamos fazendo campanhas de consumo, mas isso não é suficiente. Precisamos encontrar novos destinos para o arroz.
— Fernando Rechsteiner, Farsul.
Inovações e conexões no setor
O evento se consolida como um espaço de inovação, conectando o campo ao mercado e promovendo debates sobre tecnologias que podem mitigar dificuldades econômicas. Produtores terão acesso a novidades que visam melhorar a produtividade, qualidade e sustentabilidade. A expectativa é que essas discussões gerem oportunidades em meio aos desafios atuais.
O evento se consolidou como um espaço de inovação. As principais novidades em máquinas, insumos e sistemas produtivos estão presentes, permitindo que o produtor avalie a eficiência das tecnologias nas vitrines.
— Igor Kohls, Irga.
Oportunidades de exportação
Uma das perspectivas destacadas foi a possibilidade de exportar 60 mil toneladas de arroz para o mercado europeu, com um processo que envolve seis etapas até a liberação total. Líderes acreditam que o investimento em sustentabilidade e qualidade pode impulsionar o consumo externo. Além disso, a preparação para novas realidades econômicas foi enfatizada como essencial para o futuro da orizicultura.
Temos a possibilidade de exportar 60 mil toneladas de arroz. O processo prevê seis etapas até a liberação total, mas acreditamos que, à medida que o mercado europeu conheça nosso produto, o consumo tende a crescer, especialmente pelo investimento em produtividade, qualidade e sustentabilidade.
— Denis Dias Nunes, Federarroz.
Visão dos líderes locais
O prefeito de Capão do Leão reforçou a importância de um direcionamento claro para o setor, enquanto outros debatedores destacaram a necessidade de analisar conjunturas e buscar alternativas. O evento surge como uma plataforma para enfrentar essas questões, promovendo conexões entre produtores, instituições e mercados.
Precisamos ter um norte claro para saber onde queremos e precisamos chegar. Precisamos analisar as conjunturas. Os cenários mudam e exigem preparação do produtor para enfrentar novas realidades.
— Vilmar Schmitt e Denis Dias Nunes.