Em 2026, a pecuária brasileira deve priorizar a gestão eficiente para superar desafios e garantir competitividade global, segundo o analista Hyberville Neto, da Scot Consultoria. Em entrevista ao Giro do Boi, ele destacou que o ano será marcado pela recuperação do rebanho após uma transição em 2025, com foco em tecnologias e práticas sustentáveis. Essa orientação surge em meio a custos elevados de insumos e a necessidade de acessar mercados exigentes como China, Estados Unidos e União Europeia.
Transição desafiadora em 2025
O ano de 2025 representará uma fase de transição para a pecuária brasileira, com impactos na oferta de animais para abate. Hyberville Neto explicou que anos de abate intenso de fêmeas exigem agora a reposição de matrizes para recompor o rebanho. Essa dinâmica deve ser mais evidente no primeiro semestre, quando a menor oferta pode pressionar o mercado.
Vamos ter um ano de transição, com a reposição de matrizes e a recuperação do rebanho. Isso deve impactar a oferta de animais para abate, especialmente no primeiro semestre.
Produtores precisam se preparar para esses desafios, adotando estratégias que equilibrem a produção e a sustentabilidade.
Gestão de custos e eficiência em 2026
Para 2026, a ênfase estará na gestão de custos, já que insumos como milho e soja devem manter preços elevados, influenciados por fatores climáticos e pelo mercado internacional. Neto alertou que os produtores devem monitorar esses elementos para manter a viabilidade econômica. A eficiência gerencial será crucial para navegar por essas pressões.
O produtor precisa estar atento à gestão de custos, pois os insumos como milho e soja devem permanecer em patamares elevados, influenciados pelo clima e pelo mercado internacional.
Além disso, investir em tecnologias como rastreabilidade e nutrição precisa pode elevar a qualidade da produção, alinhando-a a padrões ESG globais.
Investimentos em tecnologias sustentáveis
A pecuária brasileira não pode mais se limitar a produzir mais, mas deve focar em produzir melhor, conforme destacou o analista. Práticas sustentáveis e manejo eficiente serão essenciais para a competitividade no mercado global. Essa abordagem ajuda a garantir certificações que abrem portas para exportações.
Não será mais só sobre produzir mais, mas sobre produzir melhor. A pecuária brasileira precisa investir em tecnologias, como rastreabilidade, nutrição precisa e manejo sustentável, para se manter competitiva no mercado global.
Oportunidades em mercados internacionais
A China permanece como principal destino das exportações de carne bovina brasileira, mas há potencial em mercados como Estados Unidos e Oriente Médio. Neto enfatizou a importância da gestão de qualidade e certificações para explorar essas oportunidades. Com boa gestão, 2026 pode ser um ano de consolidação e crescimento para o setor.
A China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina, mas há oportunidades em mercados como Estados Unidos e Oriente Médio. Para isso, a gestão de qualidade e certificações será essencial.
Com boa gestão, 2026 pode ser um ano de consolidação e crescimento para o setor.
Essas perspectivas reforçam a necessidade de adaptação contínua na pecuária brasileira, priorizando inovação e sustentabilidade para um futuro próspero.