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sexta-feira , 6 março 2026
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Raízen registra queda de 23% na moagem de cana-de-açúcar no terceiro trimestre

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Plantação de cana-de-açúcar no Brasil com usina ao fundo, ilustrando queda na moagem.

A Raízen, uma das maiores empresas do setor sucroenergético no Brasil, divulgou uma queda de 23% na moagem de cana-de-açúcar durante o terceiro trimestre da safra 2025/2026. O volume total processado atingiu 10,6 milhões de toneladas, conforme relatório publicado em 28 de janeiro de 2026. Essa redução impacta diretamente a produção e as vendas de derivados como açúcar e etanol, refletindo desafios no setor agrícola.

Queda na moagem de cana-de-açúcar

A moagem de cana-de-açúcar é um indicador chave para o desempenho da safra. No período analisado, a Raízen processou 10,6 milhões de toneladas, o que representa uma diminuição significativa em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. Essa variação pode influenciar a cadeia produtiva do setor, afetando desde fornecedores até o mercado consumidor.

A empresa não detalhou as razões específicas para essa queda nos resultados divulgados. No entanto, fatores como condições climáticas e variações no cultivo de cana-de-açúcar frequentemente impactam esses números. A safra 2025/2026 continua em andamento, e os próximos trimestres serão cruciais para avaliar a recuperação.

Impacto na produção de açúcar

A produção de açúcar pela Raízen também registrou uma redução de 17%, totalizando 1,5 milhão de toneladas no terceiro trimestre. Esse volume é inferior ao registrado no período anterior, o que pode pressionar os preços e a disponibilidade no mercado. A empresa mantém sua posição como importante player no setor, mas esses dados sinalizam ajustes necessários na operação.

Apesar da queda na produção, as vendas de açúcar apresentaram um aumento. A Raízen comercializou 1,328 milhão de toneladas, superando as 1,168 milhão de toneladas do trimestre comparável. Essa alta nas vendas sugere uma demanda sustentada pelo produto, mesmo com menor oferta interna.

Vendas de etanol e perspectivas

No segmento de etanol, as vendas de produto próprio caíram para 778 mil metros cúbicos, ante 895 mil metros cúbicos no período anterior. Essa redução reflete possivelmente uma menor produção ou shifts no mix de produtos da empresa. O etanol continua sendo um pilar da matriz energética brasileira, e variações como essa merecem atenção de analistas do mercado.

Os resultados foram divulgados nesta semana, em 28 de janeiro de 2026, e vêm em um momento em que o setor sucroenergético enfrenta volatilidades globais. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, opera em um contexto de transição para energias renováveis, onde o etanol e o açúcar desempenham papéis estratégicos. Investidores e stakeholders acompanham de perto esses indicadores para prever tendências na safra 2025/2026.

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