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sexta-feira , 6 março 2026
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Embrapa desenvolve tecnologia que reduz agrotóxicos em 70% no cultivo de pimenta-do-reino

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Plantação de pimenta-do-reino no Brasil, ilustrando tecnologia da Embrapa para redução de agrotóxicos em 70%.

A Embrapa Rondônia, em parceria com instituições acadêmicas e produtores locais, desenvolveu uma inovadora tecnologia agroecológica para o cultivo de pimenta-do-reino, capaz de reduzir o uso de agrotóxicos em até 70% e minimizar impactos ambientais. Essa iniciativa, testada em unidades demonstrativas no estado de Rondônia antes de outubro de 2023, surge como resposta aos desafios do cultivo tradicional, que inclui degradação do solo e altas emissões de gases de efeito estufa. Com expansão planejada para Pará e Espírito Santo, o sistema promove a sustentabilidade na agricultura brasileira.

Parceria entre instituições e produtores

A tecnologia foi criada pela Embrapa Rondônia, em colaboração com a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e o Instituto Federal de Rondônia (Ifro). Pesquisadores brasileiros e produtores de Rondônia participaram ativamente do processo de desenvolvimento e teste. Essa união de esforços reflete o compromisso com a inovação agropecuária no Brasil.

Funcionamento do sistema agroecológico

O sistema integra bioinsumos e manejo integrado de pragas para um cultivo mais eficiente. Além disso, inclui consórcios com frutíferas e leguminosas, cobertura vegetal e controle biológico. O monitoramento digital complementa as práticas, permitindo ajustes precisos e redução no uso de químicos.

Motivações para a inovação

A principal motivação é mitigar os impactos ambientais do cultivo convencional de pimenta-do-reino. O método tradicional depende excessivamente de agrotóxicos, o que leva à degradação do solo e aumento de emissões de gases de efeito estufa. Essa tecnologia busca promover práticas sustentáveis, beneficiando tanto o meio ambiente quanto os produtores.

Testes e resultados iniciais

Antes de outubro de 2023, a tecnologia foi testada em unidades demonstrativas em Rondônia. Os resultados indicaram uma redução de até 70% no uso de agrotóxicos, com manutenção da produtividade. Esses testes comprovam a viabilidade do sistema em condições reais de cultivo.

Planos de expansão regional

A expansão para os estados do Pará e Espírito Santo está planejada, ampliando o alcance da tecnologia agroecológica. Essa iniciativa pode transformar a produção de pimenta-do-reino em outras regiões do Brasil. Produtores locais serão capacitados para adotar as novas práticas.

Impacto na sustentabilidade agrícola

A adoção dessa tecnologia contribui para a sustentabilidade na agricultura brasileira, alinhando-se a metas globais de redução de emissões. Ela incentiva o uso de métodos ecológicos, preservando recursos naturais. No contexto de 2026, essa inovação reforça o papel do Brasil como líder em agroecologia.

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