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sexta-feira , 24 abril 2026
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Frango perde competitividade frente à carne suína, mas ganha espaço em relação à bovina

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Análise do Cepea mostra que, em janeiro, a carne de frango teve desempenho desigual no atacado da Grande São Paulo, refletindo o enfraquecimento sazonal da demanda interna.

O mercado de carnes iniciou 2026 com ajustes típicos do período pós-festas. Levantamento do Cepea indica que, em janeiro, a carne de frango perdeu competitividade frente à suína, mas ganhou espaço em relação à bovina no atacado da Grande São Paulo.

Pressão sazonal derruba preços de frango e suíno

De acordo com os pesquisadores, a desvalorização da carne suína foi mais intensa do que a da avícola ao longo do mês, o que reduziu a competitividade relativa do frango frente ao suíno. Esse movimento, segundo o Cepea, é comum em janeiro, quando a demanda interna costuma estar mais fraca, resultando em sobreoferta no mercado.

A carne de frango acompanhou essa tendência de queda, mas em menor intensidade do que a proteína suinícola, o que explica a perda parcial de competitividade apenas em relação ao suíno.

Bovina sobe e favorece o frango na comparação

Na comparação com a carne bovina, o cenário foi diferente. Os preços do boi registraram leve valorização até meados de janeiro, o que elevou a média mensal da proteína no atacado paulista. Esse movimento favoreceu a competitividade da carne de frango frente à bovina, tornando-a uma alternativa mais acessível ao consumidor.

Ritmo de negócios desacelera no fim do mês

Apesar da valorização observada no início de janeiro, o Cepea destaca que, desde a última semana do mês, o ritmo de negócios envolvendo a carne bovina diminuiu. O cenário reflete maior cautela dos compradores diante do consumo interno mais contido.

Impactos para o agro brasileiro

O comportamento dos preços das proteínas animais segue sendo um indicador relevante para o agronegócio brasileiro. Para produtores e agentes da cadeia de carnes, o início de ano reforça a importância do planejamento comercial e do acompanhamento da demanda, especialmente em mercados estratégicos como o Sudeste.


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