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quinta-feira , 24 setembro 2026
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Preços da soja oscilam com avanço da colheita no Brasil e chuvas irregulares

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Plantação de soja no Brasil com colheita em andamento sob céu nublado devido a chuvas irregulares.

O mercado de soja iniciou fevereiro de 2026 com preços registrando leves variações, impulsionadas por condições climáticas irregulares e o avanço da colheita no Brasil. Influenciados por chuvas esparsas no Centro-Oeste e Sul do país, os contratos futuros em Chicago apresentaram quedas mínimas ou altas sutis, enquanto indicadores locais como o Cepea/Esalq caíram entre 0,45% e 0,81%. Esse cenário reflete o aumento da oferta devido à colheita acelerada em regiões chave como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

Variações nos preços globais

Em Chicago, os contratos futuros de soja fecharam o dia 1º de fevereiro de 2026 com movimentos discretos. Alguns papéis registraram leves quedas, enquanto outros tiveram altas mínimas, respondendo a fatores como a demanda chinesa e a competitividade de preços. A concentração da demanda da China na soja dos Estados Unidos, por ser mais acessível, contribuiu para pressionar os valores no mercado internacional.

Avanço da colheita no Brasil

No Brasil, a colheita de soja em Mato Grosso atingiu 15,2% da área plantada até o final de janeiro de 2026, segundo dados do Imea. Esse progresso acelerado, facilitado por plantios precoces e condições favoráveis em certas áreas, aumentou a disponibilidade do grão nos mercados de Paranaguá e Rondonópolis. Produtores nessas regiões relatam uma oferta maior, o que naturalmente pressiona os preços para baixo.

Impactos climáticos e regionais

Chuvas irregulares no Centro-Oeste e Sul do Brasil têm sido um fator decisivo nas variações de preços. No Rio Grande do Sul, preocupações com o fenômeno La Niña adicionam incerteza, potencialmente afetando a produtividade. Já no Paraná e em Mato Grosso, as condições climáticas variadas influenciam o ritmo da colheita, com algumas áreas beneficiadas por tempo mais estável.

Demanda internacional e perspectivas

A demanda chinesa continua concentrada na soja norte-americana devido a preços mais competitivos, enquanto a produção argentina é estimada em 50 milhões de toneladas para 2026. Isso reduz a atratividade da soja brasileira no curto prazo. Relatórios do USDA, previstos para 8 de fevereiro de 2026, devem fornecer mais clareza sobre estoques globais e projeções de safra.

Implicações para produtores brasileiros

Produtores em Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul enfrentam um mercado volátil, com o avanço da colheita elevando a oferta e pressionando margens. Indicadores como o Cepea/Esalq refletem essa dinâmica, com quedas recentes que demandam estratégias de comercialização cautelosas. O foco agora está em monitorar o clima e relatórios internacionais para ajustes futuros.

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