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sexta-feira , 6 março 2026
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Preço do suíno cai forte em janeiro com retração da demanda interna e externa

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Desaquecimento do consumo no mercado doméstico e menor ritmo das exportações provocam desequilíbrio entre oferta e procura, aponta o Cepea

Os preços do suíno vivo registraram queda expressiva em janeiro de 2026, interrompendo um período de estabilidade observado no último trimestre de 2025. De acordo com levantamento do Cepea, a desvalorização foi impulsionada principalmente pela fraca demanda, tanto no mercado interno quanto no externo.

Consumo enfraquecido pressiona cotações

Pesquisadores do Cepea destacam que a retração da demanda doméstica é um movimento sazonal típico do mês de janeiro, período marcado por maiores despesas das famílias brasileiras, como impostos e gastos escolares. Em 2026, no entanto, esse comportamento foi intensificado, ampliando a pressão negativa sobre os preços do suíno vivo.

Exportações em queda reforçam cenário de baixa

Além do mercado interno mais fraco, a demanda externa também contribuiu para o cenário adverso. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a média diária de embarques de carne suína na parcial de janeiro foi de 4,9 mil toneladas, abaixo das 5,4 mil toneladas registradas em dezembro. A retração nas exportações reduziu ainda mais as alternativas de escoamento da produção.

Oferta estável agrava desequilíbrio

Do lado da oferta, os abates em janeiro mantiveram ritmo semelhante ao observado em dezembro. Esse volume estável, combinado à menor procura, resultou em um forte desequilíbrio entre disponibilidade e demanda, intensificando a queda das cotações no mercado físico.

Queda mais intensa desde janeiro de 2025

Na praça SP-5, o suíno vivo posto na indústria teve preço médio de R$ 8,24/kg em janeiro, recuo de 6,9% em relação a dezembro. Segundo o Cepea, trata-se da maior desvalorização mensal desde janeiro de 2025, quando o preço do animal caiu 13,3% frente a dezembro de 2024, em termos reais.

O desempenho do mercado em janeiro acende um sinal de alerta para a suinocultura brasileira, que depende de uma retomada gradual do consumo interno e da normalização das exportações para reequilibrar o setor nos próximos meses.


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