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quinta-feira , 22 outubro 2026
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Bunge fecha 2025 com queda de 28% no lucro após incorporação da Viterra

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Resultado reflete ano de integração estratégica, investimentos globais e cenário desafiador para o agronegócio internacional

Uma das maiores tradings agrícolas do mundo, a Bunge encerrou 2025 com lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 816 milhões, resultado 28% inferior ao registrado em 2024. O desempenho foi divulgado em balanço publicado nesta quarta-feira (4) e reflete um ano marcado por transformações estratégicas e desafios no mercado global de commodities agrícolas.

No critério ajustado, o lucro da companhia somou US$ 1,26 bilhão, também abaixo do resultado observado no ano anterior, evidenciando um ambiente de margens mais pressionadas e maior volatilidade nos mercados internacionais.

Desempenho trimestral supera expectativas

No quarto trimestre de 2025, encerrado em 31 de dezembro, a Bunge registrou lucro ajustado de US$ 1,99 por ação. Apesar de ficar abaixo dos US$ 2,13 por ação apurados no mesmo período de 2024, o resultado superou a estimativa média dos analistas, que projetavam US$ 1,81 por ação, conforme dados compilados pela LSEG.

O desempenho demonstra resiliência operacional em meio a um cenário global marcado por incertezas geopolíticas, flutuações cambiais e ajustes na oferta e demanda de grãos.

Integração com a Viterra marca ano estratégico

Segundo o CEO da companhia, Greg Heckman, 2025 foi um ano de conquistas relevantes. Entre os principais marcos está a conclusão da incorporação da Viterra, considerada uma combinação transformacional para a empresa.

“Avançamos em importantes projetos de crescimento em toda a nossa rede global e, ao mesmo tempo, navegamos com sucesso por mercados em transformação e pela incerteza geopolítica”, afirmou o executivo em comunicado.

Perspectivas para 2026 indicam cautela

Para 2026, a Bunge projetou lucro ajustado por ação entre US$ 7,50 e US$ 8,00, abaixo da expectativa de Wall Street, que apontava US$ 8,71. A projeção reforça a postura cautelosa da companhia diante de um ambiente de mercado ainda dinâmico e com visibilidade limitada.

Apesar disso, a empresa aposta em sua presença global mais equilibrada, cadeias de valor diversificadas e capacidades ampliadas para seguir conectando produtores rurais à demanda mundial por alimentos, ração e biocombustíveis — movimento que também impacta diretamente o agronegócio brasileiro e o papel do Brasil como fornecedor estratégico global.


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