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sexta-feira , 6 março 2026
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Após semanas de queda, preço do milho reage em algumas regiões do Brasil

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Resistência dos produtores à venda, menor disponibilidade de fretes e bom desempenho das exportações ajudam a conter a desvalorização do cereal no mercado brasileiro

Depois de um período prolongado de queda, os preços do milho começaram a dar sinais de reação em algumas regiões do país no início de fevereiro. De acordo com levantamento do Cepea, a pressão baixista observada até o fim de janeiro foi interrompida em praças onde produtores passaram a segurar as vendas diante de valores considerados pouco atrativos.

Produtores seguram oferta e frete limita pressão

Segundo os pesquisadores, a retração na comercialização tem sido um dos principais fatores de sustentação dos preços. Muitos produtores optaram por postergar as vendas, aguardando melhores oportunidades de mercado, o que reduziu a disponibilidade imediata do cereal em algumas regiões acompanhadas.

Outro ponto relevante é o impacto do início da colheita da soja. Com a maior demanda por transporte da oleaginosa, a oferta de fretes para o milho diminuiu, o que também contribuiu para limitar novas quedas nos preços do grão, especialmente em polos produtores do Centro-Oeste e do Matopiba, região estratégica para o agronegócio da Bahia e do Nordeste.

Demanda segue cautelosa no mercado interno

Do lado da demanda, o cenário ainda é de cautela. A maior parte dos compradores permanece afastada do mercado spot, aguardando um avanço mais consistente da colheita e, consequentemente, uma ampliação da oferta. A expectativa é que esse movimento possa abrir espaço para negociações a preços mais baixos nas próximas semanas, caso o fluxo de produto aumente.

Essa postura defensiva dos consumidores industriais e de integradoras mantém o ritmo de negócios limitado, mesmo diante da recente reação observada em algumas praças.

Exportações ganham força e sustentam o mercado

No mercado externo, os embarques seguem como um importante fator de suporte. Dados da Secex indicam que, em janeiro, as exportações brasileiras de milho somaram 4,24 milhões de toneladas, volume 18% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

No acumulado da temporada 2024/25 (fevereiro de 2025 a janeiro de 2026), os embarques atingiram 41,62 milhões de toneladas, crescimento de 8% em relação ao volume exportado no mesmo período da safra anterior. O bom desempenho externo ajuda a reduzir a pressão sobre os preços internos, mesmo em um ambiente de demanda doméstica mais cautelosa.

Perspectivas para o mercado do milho

Analistas avaliam que o comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá do ritmo da colheita, da logística de escoamento e da postura dos produtores frente às negociações. Caso a oferta avance de forma mais intensa, o mercado pode voltar a sentir pressão. Por outro lado, exportações aquecidas e resistência nas vendas podem continuar oferecendo suporte às cotações do cereal no Brasil.


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