A Federarroz, entidade representativa dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul, divulgou orientações essenciais para o acesso aos programas governamentais PEP e Pepro durante a safra de 2026. Com a colheita em andamento em março de 2026, a federação enfatizou a necessidade de agilidade nas exportações para equilibrar o mercado interno, que enfrenta pressão de preços abaixo dos custos de produção. Lideranças como o presidente Denis Dias Nunes, a diretora técnica Mônia Schluter e o diretor de Mercado Juandres Antunes alertaram sobre desafios logísticos e financeiros.
Orientações para programas de apoio
A Federarroz destacou os procedimentos necessários para que os produtores acessem o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (PEP) e o Prêmio para Escoamento de Produto (Pepro). Esses programas visam apoiar a comercialização em meio a um cenário de preços desfavoráveis. A diretora técnica Mônia Schluter explicou os pilares fundamentais para participação nos leilões.
A base para participar dos leilões e acessar o PEP e o Pepro são três pilares fundamentais: o cadastro no Sican, o cadastro no Sicaf e a autorização formal para corretagem em bolsa.
Esses cadastros garantem que os produtores estejam aptos a operar de forma legal e eficiente, evitando atrasos em um momento crítico da safra.
Desafios operacionais na safra
A colheita de arroz no Rio Grande do Sul avança, mas enfrenta obstáculos significativos, como dificuldades na entrega de óleo diesel. Esse problema impacta o ritmo das operações e o planejamento financeiro dos produtores. O presidente Denis Dias Nunes ressaltou a gravidade da situação.
A safra avança, mas não sem desafios. Um dos principais problemas que temos enfrentado é a dificuldade na entrega do óleo diesel, o que afeta diretamente o ritmo da colheita e o planejamento das operações.
Além disso, a federação alertou sobre os riscos de armazenamento prolongado, que envolvem custos adicionais como juros e perda de oportunidades de mercado.
Importância das exportações
Para mitigar a pressão no mercado interno, a Federarroz reforçou a urgência de acelerar as exportações de arroz. O diretor de Mercado Juandres Antunes descreveu o momento como uma grave crise na orizicultura, com preços abaixo dos custos produtivos. Ele incentivou os produtores a priorizarem as vendas externas.
Vivemos um momento de grave crise na orizicultura. Infelizmente, os preços pagos ao produtor estão abaixo dos custos produtivos.
Peço que aqueles que podem fazer esse esforço invistam na exportação. Ela será fundamental para que, no segundo semestre, possamos visualizar preços melhores.
O presidente Denis Dias Nunes complementou, enfatizando a necessidade de equilibrar oferta e demanda por meio de exportações ágeis.
Seguimos acompanhando a necessidade de que as exportações aconteçam com mais velocidade. O mercado interno está pressionado, e a fluidez das exportações é fundamental para equilibrar oferta, demanda e preços.
Considerações financeiras e sustentação
A federação aconselhou os produtores a avaliarem não apenas preços melhores, mas também os custos de armazenamento e o fluxo de caixa. Denis Dias Nunes destacou a importância de considerar projeções de longo prazo para garantir a sustentabilidade econômica.
Embora seja natural buscar preços melhores, é vital considerar os custos do armazenamento prolongado, os juros sobre o capital investido, o custo de oportunidade e as projeções de preço no longo prazo. O fluxo de caixa não pode ser negligenciado.
Essas orientações visam ajudar os produtores de arroz do Rio Grande do Sul a navegarem pelos desafios da safra 2026, promovendo uma gestão mais eficiente e equilibrada.