Um leitão nasceu com diprosopia, uma malformação rara que resulta na duplicação da face, em uma propriedade rural na localidade de Recreio, em Alfredo Chaves, na Região Serrana do Espírito Santo, na última quinta-feira, 26 de março de 2026.
Um nascimento incomum na fazenda
A porca da família deu à luz nove filhotes, mas dois deles não sobreviveram. O leitão afetado pela diprosopia possui um único corpo, quatro patas e duas faces, o que o impede de ficar de pé ou mamar sozinho. A família, composta por Cláudia Pastori, Sidimar Parteli Sartori e seu filho de 18 anos com transtorno do espectro autista, se deparou com essa anomalia pela primeira vez.
Essa malformação rara chamou a atenção dos proprietários, que nunca haviam presenciado algo similar em suas criações. Os porquinhos sempre nasceram sem complicações, segundo relatos da família. Agora, eles enfrentam o desafio de cuidar do animal de forma adequada.
Não tinha acontecido isso até então, é o primeiro. A gente achou interessante porque nunca tinha visto, os porquinhos sempre nasceram perfeitos. Nos assustamos e ficamos preocupados de como iríamos cuidar dele, pois nunca tínhamos passado por isso.
Cuidados especiais para o leitão
O leitão com diprosopia é alimentado com leite por meio de uma seringa, aplicada em ambas as bocas, uma ideia sugerida pelo filho da família. Apesar da duplicação facial, o resto do corpo é normal, e o animal é um macho. Essa adaptação permite que ele se alimente, embora exija atenção constante.
Sidimar Parteli Sartori explicou que o leitão consegue se alimentar pelas duas bocas, mas trata-se de um único ser. A família monitora o animal de perto para garantir sua sobrevivência. Essa rotina de cuidados destaca o empenho em lidar com a malformação rara.
Ele consegue se alimentar pelas duas bocas, mas é um ser só. O resto do corpo é completamente normal, é um macho normal.
Impacto na família e na comunidade
A ocorrência na propriedade rural de Alfredo Chaves gerou curiosidade na Região Serrana do Espírito Santo. A diprosopia, embora rara, serve como lembrete das variações genéticas que podem ocorrer em animais de criação. A família continua a observar o desenvolvimento do leitão, adaptando-se às suas necessidades específicas.
Esse evento, ocorrido em 26 de março de 2026, reforça a importância de cuidados veterinários em casos de malformações. Enquanto o leitão luta para sobreviver, a dedicação da família, incluindo o filho com transtorno do espectro autista, inspira solidariedade. A história pode incentivar discussões sobre anomalias raras em animais na comunidade local.