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Mapa anuncia R$ 3 bilhões para produção sustentável de milho na Caatinga

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Foto: Guilherme Martimon/Mapa
Foto: Guilherme Martimon/Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a destinação de R$ 3 bilhões do Programa Caminho Verde Brasil para fomentar o desenvolvimento socioeconômico sustentável na Caatinga, com ênfase na produção de milho. A iniciativa visa integrar pequenos produtores à cadeia avícola, reduzindo custos e promovendo a sustentabilidade na região Nordeste. A medida foi discutida em uma reunião realizada em Recife (PE) na última quinta-feira, 26 de março de 2026, e representa um passo importante para a restauração de áreas degradadas.

Detalhes da reunião e parcerias

A reunião em Recife reuniu representantes do Mapa, como Carlos Augustin e Pedro Cunto, além de entidades como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), representada por Marcelo Osório, e a Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), com Edival Veras. Participaram também produtores rurais, avicultores, Banco do Brasil, Embrapa e Corteva. O encontro debateu a formação de parcerias entre produtores e a indústria, definindo uma agenda para avançar na implementação do programa.

De acordo com os participantes, a iniciativa busca soluções para a produção local de milho nas proximidades das avícolas, eliminando a necessidade de aquisição do grão a mais de mil quilômetros de distância. Isso deve reduzir significativamente os custos da avicultura no Nordeste. Um próximo encontro está previsto para abril de 2026, visando detalhar os aspectos operacionais.

Declarações dos envolvidos

Estamos buscando uma solução para a produção de milho nos arredores das avícolas, utilizando recursos do programa.

Essa declaração de Carlos Augustin, do Mapa, destaca o foco prático da iniciativa. Ele também enfatizou a migração de produtores de subsistência para a agricultura comercial.

Queremos ajudar esses produtores a migrar para uma agricultura comercial, transformando a realidade da região e reduzindo custos para a indústria.

Nossa avaliação é muito positiva. O programa tem um importante caráter social e de desenvolvimento regional, e houve consenso entre os participantes. Agora, avançamos para os detalhes de implementação.

Marcelo Osório, da ABPA, reforçou o consenso alcançado e o potencial social do Programa Caminho Verde Brasil.

Impactos socioeconômicos e sustentáveis

A produção de milho na Caatinga não apenas integra pequenos produtores à cadeia avícola, mas também promove a restauração de áreas degradadas, alinhando-se aos objetivos de sustentabilidade do programa. Essa abordagem pode transformar a economia local, gerando empregos e incentivando práticas agrícolas mais eficientes. Especialistas envolvidos, como da Embrapa e Corteva, contribuem com expertise técnica para garantir o sucesso da iniciativa.

Com R$ 3 bilhões alocados, o Programa Caminho Verde Brasil surge como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento regional. Ao conectar a produção agrícola à indústria avícola, o Mapa espera fomentar um ciclo virtuoso de crescimento sustentável na Caatinga, beneficiando comunidades rurais e fortalecendo a competitividade do setor no Nordeste brasileiro.

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