Mercado da soja busca recuperação técnica após mínimas de quatro meses, enquanto investidores monitoram clima nos Estados Unidos, demanda chinesa e tensões no Oriente Médio.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram leve alta nesta quarta-feira (10), interrompendo o movimento de queda observado nas últimas sessões. A recuperação ocorre após os preços atingirem os menores níveis dos últimos quatro meses, em um momento de grande expectativa pelos novos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Por volta das 7h15 (horário de Brasília), os principais vencimentos avançavam entre 3,75 e 4,75 pontos. O contrato julho era negociado a US$ 11,18 por bushel, enquanto o vencimento agosto alcançava US$ 11,23 por bushel. O movimento positivo também foi acompanhado pelos mercados de farelo e óleo de soja, que contribuíram para sustentar as cotações do grão.
Mercado aguarda números de oferta e demanda
O principal foco dos investidores está voltado para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda mundial do USDA, prevista para esta quinta-feira (11). Embora o mercado não espere mudanças expressivas nos números atuais, os dados poderão trazer ajustes importantes para os estoques globais e projeções de produção.
Além disso, operadores aguardam com ainda mais atenção o relatório de revisão de área plantada nos Estados Unidos, previsto para o final de junho. O documento costuma provocar forte volatilidade nos mercados agrícolas ao atualizar as estimativas de área efetivamente cultivada com soja e milho.
Clima nos EUA segue no radar
As condições climáticas nas principais regiões produtoras norte-americanas continuam sendo um dos fatores determinantes para a formação dos preços. O desenvolvimento inicial da safra 2026/27 ocorre sob condições consideradas favoráveis na maior parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos, cenário que limita movimentos mais expressivos de alta.
Mesmo assim, qualquer alteração nas previsões meteorológicas poderá influenciar rapidamente o comportamento das cotações, especialmente em um período crítico para o estabelecimento das lavouras.
Oriente Médio e China também influenciam o mercado
Outro fator acompanhado pelos agentes financeiros é a evolução dos conflitos no Oriente Médio. A instabilidade geopolítica impacta diretamente os preços do petróleo, que possuem correlação com o mercado de biocombustíveis e, consequentemente, com o complexo soja.
Ao mesmo tempo, o mercado permanece atento a possíveis novidades envolvendo a demanda chinesa por soja norte-americana. A China continua sendo o principal comprador mundial da oleaginosa, e qualquer sinal de aumento das importações pode oferecer suporte adicional às cotações internacionais.
