Após recentes máximas, contratos do milho perderam força na CBOT; no Brasil, B3 terminou em campo misto e comercialização física segue pontual
Os preços futuros do milho encerraram esta quarta-feira (2) com leves perdas na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de realização de lucros após a valorização recente. Com o mercado tecnicamente pressionado pelos níveis elevados das últimas sessões, investidores agora direcionam as atenções para o próximo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para 11 de setembro.
A pressão vendedora começou ainda na abertura das negociações, depois de diferentes contratos alcançarem máximas superiores às registradas na sessão anterior. Conforme informações repercutidas pela Successful Farming, agentes do mercado passaram a demonstrar maior cautela diante da possibilidade de uma correção das cotações, especialmente após indicadores de momentum atingirem níveis considerados elevados.
Mercado de milho passa a mirar dados do USDA
A expectativa em torno do novo relatório do USDA ganha importância para a formação dos preços nas próximas sessões. Os números poderão fornecer novas referências sobre oferta, demanda e perspectivas para o milho norte-americano, em um momento no qual o mercado busca fundamentos capazes de sustentar a recente valorização.
No fechamento desta quarta-feira, o contrato setembro/26 ficou em US$ 5,18, com queda de 2,75 pontos. O dezembro/26 terminou em US$ 5,43, recuo de 2,50 pontos, enquanto março/27 foi negociado a US$ 5,58, baixa de 2 pontos. O maio/27 fechou em US$ 5,65, com perda de 1,50 ponto. Em relação à terça-feira (1º), as desvalorizações foram de 0,53%, 0,46%, 0,36% e 0,26%, respectivamente.
B3 fecha em campo misto e negócios seguem lentos no Brasil
No mercado brasileiro, os contratos futuros do milho negociados na B3 apresentaram comportamento misto e oscilações limitadas ao longo da sessão. Segundo análise da Agrinvest citada pelo Notícias Agrícolas, os vencimentos mais próximos encontraram suporte em fatores positivos ainda presentes no cenário internacional, enquanto outras posições registraram perdas.
O setembro/26 terminou cotado a R$ 72,59 por saca, alta de 0,47%, enquanto janeiro/27 avançou 0,16%, para R$ 81,98. O março/27 ganhou 0,07%, negociado a R$ 83,95, e o maio/27 recuou 0,28%, encerrando a R$ 82,12.
Mercado físico tem valorização em algumas regiões
No mercado físico brasileiro, as negociações permanecem pontuais, com produtores cautelosos e atentos principalmente ao comportamento do dólar antes de ampliar as vendas. Apesar do ritmo mais lento dos negócios, foram identificadas valorizações da saca em importantes praças de Mato Grosso, além dos portos de Paranaguá, no Paraná, e Santos, em São Paulo.
Para produtores e agentes do agronegócio da Bahia, a combinação entre Chicago, câmbio e dinâmica do mercado interno segue como referência importante para a formação dos preços. O relatório do USDA de 11 de setembro tende a assumir papel central no curto prazo, podendo trazer novos direcionamentos para o mercado internacional e, consequentemente, para a comercialização do milho no Brasil.