Mercado acompanha clima nas regiões produtoras e perspectivas para a safra 2026/27; arábica encerrou a segunda-feira com queda superior a 1% em Nova York
O mercado internacional do café iniciou a semana sob pressão, com investidores atentos ao avanço das chuvas nas principais regiões produtoras do Brasil, ao encerramento da colheita e, principalmente, às perspectivas para as floradas da safra 2026/27. Na segunda-feira (21), os contratos futuros do arábica voltaram a registrar perdas na Bolsa de Nova York, refletindo uma percepção mais favorável em relação à oferta brasileira.
Clima brasileiro ganha peso nas cotações
As condições climáticas no Brasil passaram a ocupar posição central na formação dos preços. As precipitações recentes favoreceram o desenvolvimento das lavouras e estimularam floradas em importantes áreas produtoras, aumentando as expectativas em torno da próxima temporada.
Há registros, inclusive, de florada antecipada em áreas produtoras de arábica. Especialistas ouvidos pela Reuters apontaram que a primeira grande florada ocorreu antes do período normalmente observado, cenário que pode antecipar parte da colheita em 2027. Apesar do sinal inicialmente positivo para a oferta, ainda será necessário acompanhar a regularidade das chuvas e o pegamento das flores para avaliar o potencial produtivo.
Maior oferta brasileira pressiona mercado
Além das perspectivas para a próxima safra, o mercado acompanha a maior disponibilidade de café brasileiro e o desempenho das exportações. A combinação entre oferta, clima mais favorável e possibilidade de recomposição dos estoques internacionais tem contribuído para retirar parte do prêmio de risco incorporado às cotações nos últimos meses.
Na segunda-feira, o contrato dezembro do café arábica aparecia a 274,50 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 2,14% na referência divulgada pelo Notícias Agrícolas às 14h44. No mercado brasileiro, o indicador Cepea do arábica estava em R$ 1.534,23 por saca de 60 quilos, queda de 0,80% no dia.
Estoques baixos ainda limitam pressão baixista
Apesar da melhora das perspectivas de oferta, o cenário permanece marcado por volatilidade. Os estoques certificados de café arábica continuam em patamares historicamente reduzidos, fator que pode limitar quedas mais acentuadas e manter o mercado sensível a qualquer alteração climática nas regiões produtoras.
Para os produtores brasileiros, as próximas semanas serão decisivas. A confirmação de novas chuvas e, sobretudo, o desenvolvimento das floradas ajudarão a definir as primeiras estimativas mais consistentes para a safra 2026/27. Até lá, clima, oferta brasileira, exportações e estoques internacionais devem continuar entre os principais fatores de influência sobre os preços do café.
- agricultura no Brasil
- agronegócio
- agronegócio brasileiro
- Bolsa de Nova York
- café
- café arábica
- Cafeicultores
- cafeicultura
- chuvas no Brasil
- clima no agro
- commodities agrícolas
- exportação de café
- florada do café
- mercado do café
- mercado internacional
- Portal Bahia Agrícola
- preço do café
- preços agrícolas
- Produção de café
- safra 2026/27