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sexta-feira , 6 março 2026
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Liberação do plantio de soja em São Paulo e Paraná acende alerta para desafios climáticos e econômicos

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Nesta segunda-feira (1º), foi autorizado o plantio de soja em áreas de São Paulo e do Paraná, seguindo o calendário do vazio sanitário destinado a combater a ferrugem asiática. Essa medida permite que produtores iniciem a semeadura nas regiões liberadas, marcando o começo de uma nova safra. Para entender as perspectivas e orientações, foram consultados os presidentes das associações de produtores de soja (Aprosoja) nos dois estados, que destacaram tanto o otimismo quanto as preocupações com o cenário atual.

Em São Paulo, o presidente da Aprosoja, Andrey Rodrigues, enfatizou a importância de uma abordagem cautelosa no início da semeadura. Ele recomendou que os produtores avaliem com atenção as condições climáticas e os prognósticos antes de prosseguir. Rodrigues alertou para os desafios da safra, caracterizada por preços baixos e custos elevados, o que exige uma atenção redobrada por parte dos agricultores.

O dirigente paulista também ressaltou o contexto de safras anteriores frustrantes, reforçando a necessidade de acertos para garantir a continuidade da atividade. Segundo ele, os produtores já investiram em sustentabilidade, manejo de solos e culturas de inverno, mas o momento atual é crítico. “Não podemos errar novamente. O produtor está numa fase difícil e precisa acertar para colher bons frutos e seguir firme na atividade”, comentou Rodrigues.

No Paraná, o presidente da Aprosoja, Eduardo Cassiano, expressou um otimismo moderado, temperado por preocupações com o clima e a economia. Ele observou que as previsões climáticas até novembro não parecem favoráveis, diferentemente das safras recentes. Apesar do ânimo dos produtores, os preços da soja não são animadores, e os custos de produção aumentaram entre 6% e 8%, especialmente devido aos insumos.

Cassiano explicou que essa alta nos custos tem inibido parte dos investimentos, mas o plantio já foi iniciado na primeira região do estado. A segunda região terá liberação no dia 10, e a terceira no final do mês. “Agora é torcer para que tudo corra bem e tenhamos uma boa safra”, afirmou, destacando a esperança de que a produtividade compense as dificuldades e ajude os produtores a superar o cenário desafiador.

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