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terça-feira , 9 junho 2026
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Mercosul e União Europeia aprovam acordo com novas cotas para frango e suínos

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Granja brasileira com criação de frangos e suínos, representando acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

O Mercosul e a União Europeia anunciaram em 9 de janeiro de 2026 a aprovação de um acordo de livre comércio que estabelece novas cotas tarifárias para proteínas animais, incluindo frango, carne suína e ovos. Essa medida visa ampliar a previsibilidade comercial entre os blocos, beneficiando especialmente o setor brasileiro de proteínas animais representado pela ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). As cotas serão implementadas gradualmente ao longo de seis anos, com impactos dependentes de exigências sanitárias da UE e coordenação interna no Mercosul.

Detalhes do anúncio

A aprovação do acordo marca um avanço significativo nas relações comerciais entre o Mercosul, que inclui o Brasil, e a União Europeia. Anunciado na última sexta-feira, o pacto mantém as cotas existentes para exportações de frango e introduz novas oportunidades para outros produtos. Essa iniciativa surge em um momento em que o comércio global busca maior estabilidade, especialmente no ano de 2026.

Cotas tarifárias para frango

O acordo preserva as cotas atuais para frango e adiciona uma nova cota anual de 180 mil toneladas isentas de tarifas. Essa expansão será implementada de forma gradual ao longo de seis anos e será compartilhada entre os países do Mercosul. A medida representa uma oportunidade para o setor brasileiro de proteínas animais aumentar sua presença no mercado europeu, onde a demanda por produtos de qualidade é elevada.

Novas cotas para suína e ovos

Para a carne suína, o pacto cria uma cota de 25 mil toneladas anuais com isenção ou redução tarifária. Além disso, estabelece cotas de 3 mil toneladas cada para ovos processados e albuminas, beneficiando produtores que atendam aos padrões da União Europeia. Essas cotas específicas visam diversificar as exportações do Mercosul e fortalecer a competitividade do setor de proteínas animais.

Motivações e impactos

A principal motivação do acordo é ampliar a previsibilidade no comércio bilateral, estabelecendo regras claras para as cotas tarifárias. No entanto, os impactos reais dependerão do cumprimento de exigências sanitárias rigorosas impostas pela União Europeia. A coordenação entre os membros do Mercosul também será crucial para maximizar os benefícios, evitando disputas internas sobre a divisão das cotas.

Perspectivas para o setor brasileiro

O setor brasileiro de proteínas animais, liderado pela ABPA, vê no acordo uma chance de expansão sustentável. Com o Brasil como um dos principais produtores globais de frango e carne suína, as novas cotas podem impulsionar as exportações e gerar empregos na cadeia produtiva. Especialistas destacam que, em 2026, esse pacto pode contribuir para o equilíbrio comercial, embora exija investimentos em conformidade sanitária.

Conclusão e próximos passos

À medida que as cotas entram em vigor gradualmente, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia promete remodelar o mercado de proteínas animais. Monitorar as adaptações às exigências da UE será essencial para o sucesso. Esse desenvolvimento reforça a importância de parcerias internacionais em um contexto global cada vez mais interconectado.

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