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Preço do açúcar cristal recua pela terceira semana seguida, aponta Cepea

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Indicador CEPEA/ESALQ registra queda de 1,44% em São Paulo, pressionado pela maior oferta de açúcar de menor qualidade, enquanto mercado internacional reage a expectativas de superávit global

O preço médio do açúcar cristal branco voltou a cair no mercado interno brasileiro pela terceira semana consecutiva, segundo levantamento do Cepea. Entre os dias 12 e 19 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ – São Paulo (cor Icumsa de 130 a 180) foi cotado a R$ 105,94 por saca de 50 quilos, representando uma retração de 1,44% em relação ao período anterior.

Qualidade do produto pressiona os preços

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a pressão observada nos valores está associada principalmente à maior participação de açúcar cristal branco com coloração mais elevada — Icumsa até 180 — nas negociações. Esse tipo de produto é considerado de menor qualidade, o que impacta diretamente o preço médio praticado no mercado.

Ainda segundo o Centro de Pesquisas, a queda não indica, necessariamente, uma desaceleração da demanda. O movimento reflete, sobretudo, uma mudança no perfil dos lotes comercializados, com maior oferta de açúcar de padrão inferior.

Cenário internacional influencia mercado

No mercado externo, dados analisados pelo Cepea mostram que as expectativas de um superávit global superior a 2 milhões de toneladas na safra 2025/26 pressionaram as cotações dos contratos futuros do açúcar na Bolsa de Nova York (ICE Futures). Esse cenário tem contribuído para limitar reações mais firmes nos preços internacionais.

Produção brasileira pode limitar novas quedas

Por outro lado, as primeiras estimativas apontam para uma redução de 3,9% na produção brasileira de açúcar na safra 2026/27, fator que ajudou a conter quedas mais acentuadas nos preços futuros. O Brasil, maior produtor e exportador mundial, segue como peça-chave no equilíbrio do mercado global.

O movimento dos preços do açúcar é acompanhado de perto pelo setor sucroenergético e pelo agronegócio brasileiro, incluindo regiões produtoras do Nordeste e da Bahia, onde o desempenho do mercado internacional e a qualidade do produto têm impacto direto sobre a rentabilidade das usinas.


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