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Chuvas reduzem oferta de batata e preços disparam nos atacados

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Cotações da batata ágata sobem mais de 16% em São Paulo e no Rio de Janeiro, com expectativa de manutenção dos valores elevados em fevereiro.


Clima impacta o mercado de hortifrúti

Os preços da batata especial tipo ágata registraram forte alta na última semana nos principais mercados atacadistas do país, impulsionados pela redução da oferta causada pelas chuvas nas regiões produtoras. Levantamento do Cepea, por meio da equipe de Hortifrúti, indica que o clima tem sido o principal fator de pressão sobre as cotações.

Nos atacados de São Paulo, os preços avançaram 16,3%, com média de R$ 53,02 por saca de 25 quilos. No Rio de Janeiro, a alta foi ainda mais intensa, de 17,3%, levando o valor médio a R$ 54,69 por saca. Já em Belo Horizonte, a elevação foi de 12,6%, com média semanal de R$ 48,43 por saca.

Oferta limitada sustenta valorização

Segundo os pesquisadores do Cepea, as chuvas dificultaram as colheitas e reduziram o volume disponível no mercado, o que resultou no aumento dos preços. Apesar das condições climáticas adversas, a qualidade da batata comercializada segue considerada boa, sem registros de descartes nos boxes dos atacados.

Esse equilíbrio entre menor oferta e padrão adequado do produto contribuiu para a aceitação dos preços mais elevados por parte dos compradores.

Perspectivas para fevereiro

Para o mês de fevereiro, agentes consultados pelo Cepea projetam que a oferta continue controlada em função da persistência das chuvas. Esse cenário tende a manter os preços da batata em patamares elevados, dependendo do ritmo das colheitas nas regiões da safra das águas.

O comportamento do mercado seguirá sendo acompanhado de perto, uma vez que a regularização do clima pode alterar rapidamente a dinâmica de oferta e demanda do produto.

Reflexos no agronegócio

A valorização da batata reforça a influência direta das condições climáticas sobre o mercado de hortifrúti no Brasil. Para produtores e atacadistas, o momento exige atenção à logística e ao planejamento da colheita, enquanto consumidores sentem os reflexos dos ajustes de preços nos centros de abastecimento.


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