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sexta-feira , 24 abril 2026
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Raízen registra prejuízo de R$ 1,56 bilhão no terceiro trimestre da safra 2025/26

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Plantação de cana-de-açúcar no interior de São Paulo, ilustrando prejuízo na safra da Raízen.

A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, registrou um prejuízo líquido de R$ 1,56 bilhão no terceiro trimestre da safra 2025/26, que abrangeu os meses de outubro a dezembro de 2025. Esse resultado reverte o lucro obtido no mesmo período do ano anterior, conforme balanço divulgado em 6 de fevereiro de 2026. O desempenho foi impactado por fatores como a queda nos preços do açúcar e etanol, além de efeitos cambiais e ajustes contábeis.

Resultados financeiros detalhados

A receita líquida da companhia caiu 5% em relação ao terceiro trimestre da safra anterior, totalizando R$ 62,4 bilhões. Já o Ebitda ajustado apresentou uma redução mais acentuada, de 45%, alcançando R$ 3,2 bilhões. Esses números refletem os desafios enfrentados pela Raízen no mercado de combustíveis e commodities agrícolas no Brasil.

Fatores que contribuíram para o prejuízo

A queda nos preços médios de venda de açúcar e etanol foi um dos principais motivos para o resultado negativo. Isso ocorreu devido à oferta global elevada de açúcar e à recuperação lenta da demanda por etanol no Brasil. Além disso, a volatilidade nos preços do petróleo e efeitos cambiais agravaram a situação, somados a variações não recorrentes e ajustes contábeis.

Contexto de mercado e desafios

No Brasil, a Raízen opera em um setor sensível às flutuações globais e locais. A elevada oferta de açúcar no mercado internacional pressionou os preços para baixo, enquanto a demanda por etanol ainda se recupera de forma gradual. Esses elementos combinados criaram um ambiente desafiador para a companhia durante o período analisado.

Declaração do CEO

A safra 2025/26 tem sido desafiadora devido à oferta global elevada de açúcar e à recuperação lenta da demanda por etanol no Brasil. Estamos focados em eficiência operacional e na expansão de nossa capacidade de produção de etanol de segunda geração.

Ricardo Mussa, CEO da Raízen, destacou os esforços da empresa para mitigar os impactos. A companhia busca melhorar sua eficiência operacional e investir em tecnologias como o etanol de segunda geração. Essas estratégias visam fortalecer a posição da Raízen no longo prazo.

Perspectivas para a safra

A Raízen continua a monitorar o mercado de commodities e combustíveis, com foco em adaptações para superar os desafios atuais. O balanço reflete um trimestre difícil, mas a joint venture entre Cosan e Shell mantém planos de expansão. Analistas observam que melhorias na demanda e estabilidade cambial podem influenciar positivamente os próximos resultados.

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