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Milho recua na B3 com avanço da safrinha e incertezas externas em 2026

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Plantação de milho no Centro-Oeste brasileiro, com espigas maduras e céu nublado, representando o mercado de commodities na B3.

O mercado de milho na B3 registrou perdas moderadas nesta quinta-feira, 27 de março de 2026, pressionado pelo avanço da colheita da safrinha brasileira e incertezas no cenário externo, conforme análise da consultoria Safras & Mercado.

Desempenho na B3 e em Chicago

Os contratos para julho de 2024 caíram 0,69%, fechando em R$ 59,00 por saca, enquanto os de setembro de 2024 recuaram 0,65%, para R$ 58,30 por saca. Em Chicago, nos Estados Unidos, o contrato de julho de 2024 perdeu 1,75 centavos, terminando em US$ 4,2250 por bushel.

O indicador Cepea em Campinas (SP) também refletiu a tendência negativa, com recuo de 0,32% para R$ 59,12 por saca. Esses movimentos destacam a influência da oferta interna e fatores globais no mercado de milho.

Pressão da safrinha brasileira

A colheita da safrinha no Brasil, especialmente em regiões como Paraná e Mato Grosso, tem aumentado a oferta no mercado, contribuindo para a queda nas cotações. Produtores desses estados relatam avanços na safra, o que intensifica a pressão sobre os preços.

A oferta da safrinha está aumentando, o que pesa sobre as cotações.

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, esse fator interno é crucial para entender o tom negativo observado na B3.

Incertezas externas e clima nos EUA

No cenário externo, o clima favorável para o desenvolvimento das lavouras americanas adiciona mais pessimismo ao mercado. A expectativa em torno do relatório de área plantada do USDA, previsto para sexta-feira, 28 de março de 2026, gera incerteza entre os investidores.

O clima favorável para o desenvolvimento das lavouras americanas contribui para o tom negativo.

Iglesias alerta que surpresas no relatório podem alterar o rumo das cotações, impactando tanto o mercado brasileiro quanto o internacional.

Perspectivas para o mercado de milho

Com o avanço da safrinha e as condições climáticas nos EUA, o mercado de milho deve continuar volátil nas próximas sessões. Analistas recomendam monitoramento atento ao relatório do USDA para ajustes estratégicos.

Qualquer surpresa no relatório pode alterar o rumo das cotações.

Esses elementos combinados pintam um quadro de cautela para produtores e investidores no setor agropecuário brasileiro.

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