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sábado , 13 junho 2026
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Citros: preços da tahiti podem reagir em maio com expectativa de menor oferta

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Apesar da queda nas cotações em abril, redução na disponibilidade pode impulsionar mercado no próximo mês


Oferta deve diminuir e influenciar preços
O mercado de citros pode registrar mudanças importantes nas próximas semanas. Segundo levantamentos do Cepea, a oferta de lima ácida tahiti tende a diminuir em maio, o que pode favorecer uma reação nos preços após um período de queda observado ao longo de abril.

Abril marcado por recuo nas cotações
Na parcial de abril (até o dia 23), a tahiti foi comercializada a uma média de R$ 21,01 por caixa de 27,2 kg, valor 11,06% inferior ao registrado em março e 26,7% abaixo do observado no mesmo período de 2025. A pressão vem da maior disponibilidade de frutas que atingiram padrão ideal para colheita neste mês.

Dinâmica da colheita impacta oferta
De acordo com agentes do setor, grande parte das frutas prontas para comercialização foi colhida em abril. Já os frutos menores devem levar mais tempo para atingir o tamanho ideal, o que pode reduzir temporariamente a oferta em maio e contribuir para a valorização das cotações.

Outros citros também registram queda
Além da tahiti, outras variedades apresentaram desvalorização recente. A laranja pera in natura foi negociada a R$ 42,05 por caixa de 40,8 kg, recuo de 3,77%. A laranja lima teve queda de 11%, com média de R$ 67,62/cx. Entre as tardias, a valência se manteve estável em R$ 37,00/cx, enquanto a laranja natal recuou 11,5%, cotada a R$ 31,74/cx.

Mercado industrial também sente pressão
No segmento industrial, a laranja pera destinada ao processamento foi vendida a R$ 27,34 por caixa, com queda de 3,41% na comparação semanal. O cenário reforça a tendência de pressão nas cotações em diferentes segmentos do setor citrícola.

Perspectivas para o mercado de citros
Para maio, o comportamento dos preços dependerá diretamente da disponibilidade de frutas no campo. A possível redução na oferta de tahiti pode sustentar ou até elevar as cotações, enquanto o mercado das demais variedades seguirá atento ao ritmo de colheita e à demanda.


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