O Brasil conta com mais de 10 milhões de caprinos, com a região Nordeste se destacando como o principal polo de produção de leite de cabra, impulsionado por fatores climáticos e culturais. Estados como Bahia, Pernambuco e Ceará lideram essa atividade, combinando tradição com avanços em manejo e genética animal, o que eleva a qualidade do produto e abre mercados para derivados como queijos e iogurtes.
A Bahia se sobressai com o maior rebanho nacional e uma rede de cooperativas que valorizam o leite e seus subprodutos, promovendo inclusão produtiva para pequenos produtores. Já Pernambuco investe em leite pasteurizado e raças especializadas, como Saanen e Toggenburg, com programas de assistência técnica para melhorar a genética.
No Ceará, a ênfase está na produção tecnificada e em agroindústrias familiares, com queijos artesanais ganhando prêmios nacionais. A Paraíba, por sua vez, é reconhecida pela genética de elite, como a cabra Giselle, demonstrando que propriedades familiares podem ser rentáveis com manejo adequado.
Esse crescimento reflete um setor em expansão, com potencial para gerar oportunidades econômicas sustentáveis, especialmente para jovens interessados em agronegócio inovador e de baixo custo.