O estado de Roraima, outrora com pouca relevância na produção pecuária, emerge como um exemplo de inovação no agronegócio brasileiro, impulsionado por tecnologias modernas como drones, genética avançada e manejo eficiente. Essa transformação reflete uma expansão da fronteira pecuária, onde desafios ambientais são superados por práticas sustentáveis, destacando o potencial econômico da região Norte do país.
O engenheiro agrônomo Wagner Pires, embaixador de conteúdo do Giro do Boi, visitou Roraima para analisar essa evolução. Ele observou que, em apenas uma década, o rebanho bovino local saltou de 800 mil para mais de 1,2 milhão de cabeças, apesar das adversidades climáticas e geográficas. Essa expansão posiciona Roraima ao lado de áreas como o Matopiba como a “última fronteira” da pecuária nacional, com foco em produção eficiente e responsável.
Um dos avanços mais notáveis é a adoção de drones para a semeadura de pastagens, tecnologia que garante precisão na aplicação de sementes puras, eliminando desperdícios e promovendo um estande de pasto uniforme. Essa abordagem não apenas reduz custos com mão de obra, mas também otimiza o tempo dos produtores, resultando em pastagens de alta qualidade e maior produtividade.
A pecuária em Roraima passa por uma mudança estrutural, com a integração de lavouras, instalação de secadores para grãos e uso de confinamentos durante períodos de seca. Essas inovações indicam uma produção mais integrada e adaptada às condições locais, fortalecendo a cadeia do agronegócio e contribuindo para a estabilidade econômica do estado.
Investimentos em genética superior e manejo de ponta são fundamentais nesse processo. Pecuaristas locais aumentaram as vendas de sêmen e disseminaram raças como a angus, priorizando animais precoces e com alta qualidade de carne. Aliado ao monitoramento avançado e à semeadura com drones, esse compromisso demonstra uma busca por sustentabilidade, provando que é possível conciliar produção de qualidade com responsabilidade ambiental no extremo Norte do Brasil.