O maior portal de notícias do agro brasileiro.
sexta-feira , 6 março 2026
Início Brasil Perícia conclui que cavalo ainda estava vivo ao ter patas decepadas em Bananal
Brasil

Perícia conclui que cavalo ainda estava vivo ao ter patas decepadas em Bananal

119

Uma perícia realizada pela Polícia Civil de São Paulo concluiu que o cavalo que teve as patas decepadas em Bananal, no interior paulista, ainda estava vivo no momento das agressões. O laudo aponta a presença de hematomas que só poderiam ter sido causados enquanto o animal estava em vida.

A informação foi confirmada nesta quarta-feira (27) pelo delegado Rubens Luiz Fonseca Melo e pela veterinária Luana Gesualdi, que acompanhou o caso.

“Quando o animal está sem vida, é um cadáver. Você não consegue desferir golpes e causar hematomas, só quando ele está em vida”, explicou a veterinária.

Animal caiu por exaustão após 15 km

De acordo com a investigação, o cavalo tombou após ser forçado a cavalgar cerca de 15 km. O responsável pelo crime, identificado como Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, declarou em entrevista que estava embriagado.

Ao ver o animal caído, Andrey utilizou um facão para amputar as duas patas e ainda desferiu golpes de faca no abdômen. Segundo ele, o objetivo seria facilitar o lançamento do corpo ribanceira abaixo, em uma área de difícil acesso.

A veterinária Luana Gesualdi também explicou por que houve pouco sangue no local:

“Quando o animal está naquela situação de exaustão grave, a pressão cai, o pulso fica muito baixo e, por isso, não se observa tanto sangue.”

Repercussão nacional

O caso gerou grande indignação. Nas redes sociais, a ativista Luísa Mell cobrou punição:

“Monstros! Como pode, gente? Pelo amor de Deus! Exigimos punição! Estes covardes têm que pagar!”

A cantora sertaneja Ana Castela classificou o ato como covardia e pediu mobilização popular para que o caso chegue às autoridades.

A Anamma (Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente) e a Prefeitura de Bananal também emitiram notas de repúdio, cobrando rigor na investigação e responsabilização dos envolvidos.

O que acontece agora

O delegado responsável destacou que o autor das agressões pode ter acreditado que o cavalo estivesse morto, devido ao estado de embriaguez. Ainda assim, o crime é classificado como maus-tratos e mutilação de animal, com previsão de prisão e multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), reforçada pelo PL 1095/2019, que aumenta a pena em casos de crueldade contra cães e gatos.

O inquérito segue em andamento e deve ser encaminhado ao Ministério Público.

Relacionadas

MBRF e JBS expandem apostas no Oriente Médio em meio à guerra no Irã

MBRF e JBS ampliam presença no Oriente Médio com aquisições e parcerias...

Alfa Participações vende operações da Agropalma no Pará ao Grupo Daabon

Alfa Participações anuncia venda das operações da Agropalma no Pará ao Grupo...

Touro Nelore Backup: legado de 1 milhão de doses de sêmen revoluciona pecuária brasileira

Conheça o legado do touro Nelore Backup, que produziu mais de 1...

CitrusBR divulga queda de 38,5% em estoques de suco de laranja e projeta alta de 75,4%

CitrusBR revela queda de 38,5% nos estoques de suco de laranja da...