As exportações de café do Brasil registraram um início de safra 2025/26 com volumes significativamente reduzidos, conforme indicam dados analisados pelo Cepea com base em informações do Cecafé. Entre julho e agosto de 2025, foram embarcadas apenas 5,89 milhões de sacas, o que representa uma queda expressiva em comparação com o período anterior.
Essa diminuição equivale a 22,3% a menos do que o registrado no mesmo intervalo da safra passada, totalizando uma redução de 1,695 milhão de sacas. Os números apontam para o menor volume exportado desde a safra 2022/23, destacando desafios no setor cafeeiro brasileiro.
O Cepea, em sua análise divulgada em 17 de setembro de 2025, enfatiza que esse cenário reflete limitações na oferta inicial da nova safra. O Cecafé, como entidade representativa dos exportadores, fornece os dados que embasam essa avaliação, revelando tendências que podem impactar a balança comercial do país.
Embora o foco seja econômico, essa queda nas exportações de um dos principais produtos agrícolas do Brasil pode influenciar discussões políticas sobre políticas de apoio ao agronegócio. Setores como o café são vitais para a economia nacional, e reduções como essa demandam atenção de autoridades para mitigar efeitos em cadeia.
Especialistas do Cepea observam que, apesar da queda, o mercado global de café continua demandante, mas fatores internos, como condições climáticas ou logísticas, podem estar contribuindo para o volume limitado. O Cecafé monitora esses indicadores para orientar estratégias futuras.
Essa performance inicial da safra 2025/26 serve como alerta para o planejamento governamental, especialmente em um contexto onde o café representa uma fatia importante das exportações agrícolas brasileiras. Manter a competitividade no exterior é essencial para a estabilidade econômica.
Por fim, os dados do Cepea e do Cecafé sugerem a necessidade de acompanhamento contínuo, pois o setor cafeeiro influencia não apenas a economia, mas também políticas relacionadas a comércio internacional e desenvolvimento rural no Brasil.