As lavouras de café arábica no Sudeste do Brasil registraram uma boa floração na última semana, beneficiadas pelas chuvas que ocorreram após o dia 20 de setembro, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Essa condição climática favorável tem gerado otimismo entre os produtores, que vislumbram uma possível recuperação na safra 2026/27.
Apesar do cenário positivo inicial, preocupações surgem com o calor intenso e o volume ainda insuficiente de precipitações. Esses fatores podem comprometer o pegamento das flores, o que impactaria diretamente o potencial produtivo da próxima temporada. Cafeicultores monitoram de perto essas variações, temendo perdas significativas.
O clima, mais uma vez, introduz incertezas no início do desenvolvimento da nova safra. Agentes de mercado consultados pelo Cepea já começam a considerar possíveis restrições na produção para 2026/27, o que poderia afetar a oferta e os preços no setor cafeeiro.
No que diz respeito ao ritmo de negócios, muitos produtores, com o caixa equilibrado, optam por aguardar momentos mais atrativos para comercializar sua produção. Essa estratégia reflete uma postura cautelosa em meio às flutuações do mercado.
Nesta terça-feira, 7 de outubro, o indicador Cepea/Esalq do café arábica registrou a cotação de R$ 2.176,74 por saca de 60 quilos, representando uma alta de 2,31% desde o início de outubro. Esse aumento pode incentivar negociações futuras, mas depende da evolução climática.
Essas dinâmicas destacam a vulnerabilidade do setor agrícola brasileiro a eventos climáticos, reforçando a necessidade de políticas que promovam resiliência e sustentabilidade nas lavouras de café.