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sexta-feira , 6 março 2026
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Orfeu conquista pioneirismo na certificação de agricultura regenerativa

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A marca de cafés especiais premium Orfeu se tornou a primeira do setor no Brasil a receber a certificação conforme a nova norma de agricultura regenerativa da Rainforest Alliance, marcando um avanço significativo nas práticas sustentáveis do agronegócio nacional.

As Fazendas Sertãozinho e Cachoeira, localizadas em Botelho, Minas Gerais, e a Fazenda Rainha, em São Sebastião da Grama, São Paulo, passaram por um rigoroso processo de certificação conduzido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). Essa avaliação focou em práticas agrícolas que promovem a regeneração ambiental, complementando as certificações de agricultura sustentável obtidas pelas propriedades em 2014 e 2018.

Juntas, essas fazendas totalizam cerca de 1 mil hectares dedicados ao cultivo de café, com o equivalente a 30% dessa área preservada como florestas protegidas. Antes da Orfeu, apenas a Fazenda Nova Cintra, em Espírito Santo do Pinhal, havia sido certificada pela Rainforest Alliance sob essa nova norma no país.

Bem Hur Rosa, coordenador de certificação agrícola do Imaflora, destacou que a certificação atende a uma demanda crescente por produtos que seguem padrões mais avançados de responsabilidade ambiental, social e climática. Essa iniciativa reflete uma tendência global de valorização de práticas que vão além da sustentabilidade básica.

Ricardo Madureira, CEO da Orfeu, explicou que a busca por essa certificação integra um movimento iniciado pela marca há 20 anos, desde sua fundação, visando sistemas de produção resilientes e respeitosos aos recursos naturais. Ele enfatizou o compromisso contínuo com a inovação ambiental no setor cafeeiro.

Entre as práticas adotadas pela Orfeu que exemplificam a agricultura regenerativa, estão o plantio de cobertura e a descompactação do solo, a promoção da diversificação no sistema de cultivo e o fortalecimento da biodiversidade funcional. Além disso, incluem caixas de contenção de água para evitar enxurradas, redução de fertilizantes químicos por meio de composto orgânico, irrigação por gotejamento e limitação no uso de pesticidas e herbicidas.

Outras medidas abrangem a redução do consumo de água no processamento dos cafés, a preservação de riachos, nascentes e um terço da área das fazendas em floresta nativa, além do plantio de árvores nativas. Essas ações contribuem para a regeneração do ecossistema e a resiliência das plantações.

Embora a certificação da Rainforest Alliance esteja inicialmente disponível apenas para o café, a organização planeja expandi-la para outros cultivos, apresentando requisitos que incentivam a implementação de práticas regenerativas em larga escala no setor agrícola brasileiro.

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