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sábado , 25 abril 2026
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As mulheres da Geração Z que estão transformando o agronegócio brasileiro

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Com visão empreendedora, domínio tecnológico e forte presença nas redes sociais, jovens mulheres estão redefinindo o papel feminino no agronegócio brasileiro. Elas nasceram entre o início dos anos 1990 e a década de 2010, e já lideram projetos inovadores que vão da genética vegetal à cafeicultura, da sustentabilidade à gestão empresarial. A Forbes Brasil reuniu suas histórias na edição especial “Mulheres da Geração Z que Estão Mudando o Agro”, destacando nomes que representam a força e a pluralidade dessa nova geração no campo.

Kassiane Thayná – a menina da roça que virou símbolo de representatividade

Natural de Patrocínio de Caratinga (MG), Kassiane Thayná superou barreiras físicas e sociais para se tornar referência no agro. Com visão monocular e origem humilde, criou sua própria marca de cafés especiais e lançou o livro A Menina da Roça que Quebrou a Internet. Nas redes, reúne milhões de seguidores e se tornou voz ativa na valorização do produtor rural e na inclusão de pessoas negras e com deficiência no setor.

Anna Luísa Beserra – tecnologia e impacto social no semiárido

A bióloga baiana Anna Luísa Beserra, 28 anos, fundadora da SDW For All, desenvolveu o Aqualuz, sistema que purifica água de cisternas utilizando luz solar. A inovação leva acesso à água potável a comunidades rurais do Nordeste e já lhe rendeu o reconhecimento da ONU como Jovem Campeã da Terra. Seu trabalho une ciência, sustentabilidade e empreendedorismo social no campo.

Bianca e Ana Carla Rodrigues – sucessão familiar e cooperativismo

As irmãs Bianca e Ana Carla Rodrigues, da Fazenda Terra Nova, em Uberaba (MG), seguem os passos dos pais, produtores de cana, soja, milho e leite. Formadas e formandas em engenharia agronômica, representam uma nova geração de sucessoras no cooperativismo agrícola, integrando a Coopercitrus, que reúne 40 mil cooperados em três estados.

Diana Jank – inovação e marketing no leite A2

Diretora de marketing da Letti A², em Descalvado (SP), Diana Jank reformulou o posicionamento da marca e consolidou o conceito “locally produced for local families”. Desde 2018, lidera estratégias de comunicação e valorização do produtor local, tornando-se uma das vozes jovens mais influentes no setor lácteo nacional.

Eduarda Ferreira Peres – talento e técnica nas arenas equestres

Com apenas 20 anos, Eduarda “Duda” Peres, estudante de medicina e competidora de Três Tambores, é bicampeã em Barretos e referência entre as novas gerações de atletas do agro. Sua trajetória mostra que o campo também é espaço de técnica, preparo físico e paixão pelo esporte rural.

Isabella Facchini – o agro no universo jurídico

Formada em Direito e com especializações em direito ambiental e agronegócio, Isabella Facchini integra a equipe da KLA Advogados, atuando nas áreas imobiliária e agrária. Com raízes produtivas em Barra do Garças (MT), traz ao agro uma visão técnica e moderna do direito aplicado ao campo.

Karinna Pinheiro de Oliveira – agricultura digital na Amaggi

Engenheira agrícola e ambiental, Karinna Pinheiro iniciou a carreira como trainee na Amaggi e hoje é coordenadora regional de agricultura digital. Com base em Primavera do Leste (MT), atua com sensores, drones e telemetria, incorporando ciência de dados e tecnologia à rotina produtiva.

Luiza Fatorelli – sustentabilidade e gestão de grandes áreas

Na Fazenda SJ Margarida, em Bela Vista (MS), Luiza Fatorelli administra 30 mil hectares e mantém parte da propriedade como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Graduada em negócios internacionais e mestre em agronegócio, ela alia produção de grãos à conservação ambiental.

Marcella Molina – sucessão e governança em grandes empresas

Membro dos comitês de sustentabilidade da Marfrig e da BRF, Marcella Molina representa a nova geração da MBRF, companhia criada por sua mãe, Márcia Marçal dos Santos. Com formação em administração e experiência em diversas áreas corporativas, ela se destaca pela busca por inovação e aprendizado contínuo no setor de proteína animal.

Marina Nunes – a voz do cacau no Norte de Minas

Recém-formada em engenharia agronômica pelo IFNMG, Marina Nunes nasceu em Jordânia (MG) e é defensora das boas práticas no cultivo do cacau. Filha de pequenos produtores, alia conhecimento técnico à comunicação rural, inspirando jovens a permanecerem no campo e investirem em educação agrícola.

Nathalia Campos Vilela Resende – genética e inovação na Basf

Doutora em genética e melhoramento de plantas, Nathalia Resende integra a equipe da Basf, em Sinop (MT), onde atua no desenvolvimento genético da soja e no controle de nematoides por meio de novas tecnologias. Sua pesquisa reforça o protagonismo feminino nas ciências agrárias e na biotecnologia aplicada.

Natieli e Valeska Sperandio – a realidade sem filtro do campo

Conhecidas como Irmãs Amazonas, Natieli e Valeska Sperandio compartilham nas redes sociais o dia a dia de sua pequena propriedade em Colatina (ES). Elas produzem leite, resgatam animais e mostram o cotidiano da agricultura familiar, tornando-se microinfluenciadoras autênticas e educativas dentro das comunidades rurais.

Simone Lyn van Oene – flores e gestão moderna em Holambra

Engenheira agrônoma e head de marketing da Joost Kalanchoe, Simone Lyn van Oene representa a força da profissionalização no setor de flores. Com experiência na Holanda, lidera estratégias de mercado e vendas em uma das principais produtoras de Kalanchoe do país, reforçando a tradição familiar com visão global.

Paula Veloso – o café mineiro com alma empreendedora

Fundadora da Cafellow, Paula Veloso uniu sua origem em família cafeicultora do Cerrado à experiência internacional para criar uma marca que conecta o café mineiro a novos públicos urbanos. Formada em Nova York, é exemplo de jovem empresária que leva o agro ao mercado global e digital.

Victoria Donegá – sucessão e inovação na PGVD Agrícola

Na PGVD Agrícola, Victoria Donegá atua na sucessão familiar e no aprimoramento do sistema ILP (Integração Lavoura-Pecuária) em fazendas de São Paulo e Mato Grosso. Formada pela Esalq/USP, ela faz parte de grupos de jovens empreendedoras do agro e defende a gestão sustentável e técnica das propriedades.

Uma geração que ressignifica o tempo agro

Essas mulheres representam o novo rosto do agronegócio brasileiro — jovem, diverso, conectado e com propósito. Elas lideram iniciativas que unem ciência, gestão, comunicação e sustentabilidade, mostrando que o campo é, cada vez mais, espaço de inovação e protagonismo feminino.

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